Creolina

     

26.12.04

 
Nesta passagem rapidinha por aqui, renovo os votos de Feliz Ano Novo para todos. Ah, que vontade de apertar a bochecha de todos vocês... Estando em Iporá, me lembrei de algumas historinhas da infância ótimas, com muro de musgo e tudo. Conto depois.
PS.1 Volto dia 06.
PS.2 Riccardo, ler seu blog é uma delícia, assim como Rody e Pequiman (a leitura e as pessoas, claro - rs). Vamos ver se em 2005 nasce o blog do Beto. Paula, o Max é queridíssimo por mim também. Beijos!
Colher de Sopa:

21.12.04

 
É, 2004 está indo embora. Foi um ano bacana, menos para o cinema, que produziu muito pouco algo que valesse a pena. A safra de filmes ruins foi recorde. Para mim, este foi o ano das séries (meu bolso reclamou o ano inteiro): Sex and the City, A Sete Palmos, 24 Horas... Diversão para mim e meu pufe. Nenhum sobressalto em minha carreira de professor, que sai apenas um pouco combalida com a descrença em alguns alunos pouco pensantes. A revista CARA é uma boa e grata surpresa. No amor, tudo às mil maravilhas, thanks God. Achar graça das aventuras e frustrações amorosas dos outros (Sex and the City) vá lá, mas só se não acontecer com a gente. Ah, não posso deixar de falar da minha amiga Naza (Renata Sorrah), tão vilipendiada esse ano todo. Coitada, já a chamaram de over e desequilibrada. Mas amo-a mesmo assim. Roberto Justus também conquistou meu frágil coração de espectador.
Também entrei na febre dos blogs e estou satisfeitíssimo. Meus poucos leitores são adoráveis. Bem, quero, então, já que não sei quando retorno ao ofício de escriba, desejar um FELIZ NATAL e um ótimo 2005 para todos vocês que me lêem. Beijos e tudo de bom para: Rogério, Angel, Kal, Pequiman, Rody, Riccardo, Max, Nelson, Paula de Sampa e, claro, não poderia esquecer do fofinho Beto, que não conheço pessoalmente mas que é gente boa pra caramba. Dia 26/12 dou uma passadinha aqui novamente. Não esqueçam de mim...
Colher de Sopa:

19.12.04

 


"Adeus à ousadia sexy de Samantha, ao sarcasmo profissional de Miranda, à neurose divertida de Carrie e à ingenuidade infantil de Charlotte..."

Engasguei de emoção nos episódios finais de Sex and the City: quase chorei com a vitória amorosa de Carrie, com o humanismo recém-descoberto de Miranda, com a tentativa bem-sucedida de Charlote ser mãe e com a derrota do câncer por Samantha. As garotas de Sex and the City nunca estiveram tão próximas do meu cotidiano quanto agora, quando percebo que, pôxa, vi a última temporada e estou órfão de diversão. O que me consola é o fato de saber que Seinfeld (não conheço absolutamente nada da série) está nas prateleiras e que meus amigos e leitores são tão divertidos quanto as quatro amigas nova-iorquinas.

***

Acabo de ver Uma Vida em Segredo, de Suzana Amaral. Uma oportunidade de observar se o que a diretora disse num curso corresponde ao que ela faz na prática. Não se trata de nenhuma grande obra da cinematografia brazuca, mas há que se dizer que Uma Vida em Segredo é um filme honesto, simples, assim como A Hora da Estrela. Suzana é muito boa ao retratar o lado humano de personagens à margem da vida, com dificuldades de se encontrar. Lembro que ao entrevistar a diretora lhe perguntei se ela apreciava contar a história de personagens marginais (Macabéa e Biela), ao que ela negou veementemente. Aquela história poderia ser qualquer uma. Não acreditei na resposta. Acredito até que o inconsciente traiu a vontade da cineasta.
Ainda sobre a obra decalcada do livro homônimo de Autran Dourado: apesar de incensada à época, achei a atuação de Sabrina Greve um tanto quanto irregular. Talvez o fato de estrear na frente das câmeras explique certa insegurança, ora ou outra. O agravante é que o filme é de personagem. Os coadjuvantes só existem para contar a história da moça rica e caipira que se muda para uma cidadezinha onde teimosamente tenta não se adequar aos hábitos burgueses.
Mas volto a repetir: pela honestidade da obra, Uma Vida em Segredo merece ser descoberto.
E, Suzana, obrigado por pagar meu almoço aquele dia. (rs)

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17.12.04

 
Neste Natal, não dê, para o seu pior inimigo:
O DVD de Connie e Carla - As Rainhas da Noite (um lixo!). Acho que Nia Vardalos teve uma puta sorte em sua estréia no cinema.
O mais novo CD da Carla Perez, que entoa músicas infantis ao lado da filha, de Buchecha e Tiririca. Tsc.



"Oh, vida! Oh, céus! Do jeito que eu sou azarado vou acabar ganhando um desses..."
Colher de Sopa:
 
Quando falei da relação entre masturbação e direção, em nenhum momento quis diminuir ou excluir a prática onanista (até fiz a ressalva no comentário). Na verdade, quis questionar o puritanismo norte-americano, que diz uma coisa e faz outra (essa, bem bacana, por sinal). E, às vezes, me pego sendo moralista, mesmo sem ter moral para tanto. Faz parte da contradição humana. Mas, acredito-me mais chato do que propriamente moralista. E já que Joss aprecia gente chata, continuamos amiguinhos, certo? (rs)
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16.12.04

 
Pesquisa feita com motoristas americanos indica que 50% deles já se masturbou enquanto dirigia. A diversão sexual só perdeu para o uso do celular em trânsito. Depois dizem que americano é carola... Falsos moralistas, isso sim. Não é, eleitores de Bush?
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Sobre o episódio envolvendo agressão a um fotográfo e Luma de Oliveira, Roberto Pompeu de Toledo escreveu uma notinha primorosa, na última edição da Veja. Parece até que virou moda entre os artistas agredir a imprensa que catapulta inúmeras carreiras. Algumas carreiras medíocres, diga-se de passagem, que poderiam estar no limbo desde sempre. Talvez, entre mortos e feridos, não se salve ninguém mesmo. Nem quem lê Contigo, Caras e vê Senhora do Destino, eu incluído.
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15.12.04

 
Apesar de tanta coisa vivenciada, às vezes me pego sendo preconceituoso. Sou conservador, admito. Não que isso signifique boa coisa. Conversas pós-post me levaram à conclusão que, sim, a bissexualidade pode existir a partir do momento em que o gosto por algo não exclui outro. Mas ainda creio na relevância de uma escolha sobre a outra, levando-se em consideração o prazer obtido através de uma ou outra.
E mais: tenho meus assuntos tabus - incesto e pedofilia. E nada no mundo consegue me provar que tais fatos são naturais. Neste ponto, não abro mão de conceitos pré-concebidos.
Colher de Sopa:
 
Adoro lixo televisivo. Basta dar uma olhadinha nos meus posts anteriores para comprovar isso. Basta falar da Nazaré (adoro!) para se constatar isso. É verdade que tento compensar tanta abobrinha com séries inteligentes que assisto via DVD.
Já tinha dito: me amarro em O Aprendiz. Há muita artificialidade ali: da postura robôtica do apresentador ao cenário fake do escritório da Newcomm. Sem falar na secretária do Sr. Roberto Justus, uma tal Alessandra, que só sabe repetir: "Bom dia, aqui é Alessandra, secretária do Sr. Roberto Justus. Ele vai encontrar com vocês pontualmente às 10 horas, no Masp. Obrigada." Outro robô que, pelo menos, não usa o gerundismo. Mas, na verdade, gosto da dinâmica do programa. E torço pra que o Tony ganhe (acredito que é um processo de identificação, entendem?), apesar de sua tentativa nauseante de querer agradar todo mundo.
Mas há também uma seletividade mínima no meu gosto, claro. Meu lado trash não me deixa assistir Começar de Novo, por exemplo. Marcos Paulo às 19 horas já é demais!
Colher de Sopa:

13.12.04

 
Querem saber de Os Incríveis? Entrem no blog do Rody (www.puvmo.blogger.com.br). Assistimos ao filme juntos e ele já disse tudo. A dublagem é sofrível, as criancinhas todas do Buriti Shopping mereciam pirulitos de brinde pelo bom comportamento e a referência ao mundo gay no curta da ovelhinha é interessante. E mais: amei a estilista Edna, engraçadíssíma. O bebê Parr (me recuso a aceitar o sobrenome Pêra da dublagem nacional) é uma grata e bem-humorada surpresa. Que venha a segunda parte!
Colher de Sopa:
 
Na mesa de bar, discussão acalorada sobre a bissexualidade. Quase fui massacrado quando disse que não acreditava nela. Creio eu que o indivíduo sinta uma atração privilegiada por determinado sexo. Sem meio termos, ou gosta mais disso ou daquilo, daí a definição da preferência sexual. O heterossexual, talvez para não se chocar tanto ou aos amigos, declara que gosta dos dois sexos. É isso.
Claro, essa é uma visão muito simplista sobre a sexualidade, esse terreno dificilmente devassável completamente e que traz inúmeras surpresas. É quase o mesmo que discutir: homem que gosta de fio terra é gay? Acredito que não. A verdade é que, se a bissexualidade existe, ela deve ser um presente dos deuses. Imagina, poder transar com homens e/ou mulheres e sentir o mesmíssimo prazer? Bom demais pra ser verdade...
Colher de Sopa:

10.12.04

 
Férias são maravilhosas... Ainda mais para professores, cansados de tanta idiotia ambulante. E olhe que estou falando de alunos de classe média-alta. Agora terei tempo para a 6ª e última temporada de Sex and the City : ( . Para voltar ao médico depois da Unimed paga. E para viajar, que ninguém é de ferro!
Colher de Sopa:

9.12.04

 
* Rody levantou uma dúvida: quem seria a responsável pelo fim do casamento de Ivete Sangalo e Davi Moraes? Ao que parece, Guta Stresser. Ainda no capítulo infidelidade, diz Ricardo Feltrin, da Oops!: "O último namoro de Adriane Galisteu acabou porque ela flagrou o jogador Roger dando beijocas em uma estrela da TV (e não do SBT). O nome da rival, ninguém sabe. Ainda." E vamos parar de fofocas por hoje!
* Agora dúvida minha: o que leva uma atriz como Denise Richards, que deve ganhar rios de dinheiro, a posar nua na Playboy americana? Mais dinheiro?
* Constatação copiada: O Expresso Polar é bonitinho mesmo. Podia só ser um pouquinho mais curto. Aguardo ansioso Os Incríveis.
Colher de Sopa:
 
Filme bom que termina no clímax já causa raiva. Pior quando o filme é ruim. Peloamordedeus, fujam de A Sétima Vítima. Não sejam a nona, please!
Colher de Sopa:

8.12.04

 
Essa havia prometido. Embora nem seja história tão interessante assim. A verdade é que adoro cheiro de animal morto. Mas não posso estar muito perto do cadáver. Que também não pode ser de cavalo. Nem de cachorro. Só de vaca. Por muito tempo me debati com este prazer inexplicável, sofrendo sem saber que, na verdade, parafraseando Caê, "de perto ninguém é normal". Na adolescência, acredita-se que tudo que se faz ou por que se passa é inédito, como se ninguém sofresse aquilo. Ledo engano. Na fase adulta, descobri alguém que amava cheiro de gás de cozinha. A pessoa me prometeu que nunca, na verdade, tentara se matar. Outro conhecido meu se refestela com um bom cheirinho de chiqueiro. E eu gosto das vacas. Mortas. E nem estou falando do filé mignon.
Meus três anos de análise me responderam a essa dúvida olfativa. Quando pequeno, como disse Arilda Ximenes, minha guru, devo ter feito uma viagem muito prazerosa de carro. Nessa viagem, o cheiro de animal morto deveria ser constante. Hoje, adulto, ao sentir o mesmo "olor", sou remetido a uma experiência passada muito gratificante.
Talvez esse mesmo tipo de análise ou associação explique meu gosto por dinheiro. Quando, ainda criança, consegui juntar com muito esforço minha primeira mesada, comprei o brinquedo que mais queria na vida: o Genius (bons anos 80). A posse do objeto do desejo tornou minha infância mais feliz. Hoje coleciono outras coisas. E, merda, virei consumista descontrolado.



"Sei que queres me ver morta..."



"Objeto do desejo + realização = fúria consumista"
Colher de Sopa:
 
Até quando a Globo vai insistir em trazer atores portugueses medíocres para ilustrar suas novelas? Tá certo que há uma intenção muito clara com isso: lucrar com a venda dos folhetins além-mar. Mas haja paciência e canastrice. Constantino, das 8, fala um português ininteligível (ao dizer "queixa", ouvimos "caixa"). O portuguesinho bonitinho mas ordinário das 6 (Malu Mader de calças) é um desastre em termos de empatia. De português, ainda prefiro as piadas.
Colher de Sopa:

7.12.04

 
O maior negócio da MPB acaba de ruir: o casamento de Caê e Paulinha. Haverá o (s) dedo (s) de Burlamarqui?
Colher de Sopa:
 
Sobre o trabalho com Sérgio Rizzo, para quem leu comentários abaixo, a intenção é desenvolver um projeto de capacitação de professores de rede pública para o uso do audiovisual em sala de aula. Projeto interessante que tenta reunir cinema e educação. De lambuja, a possibilidade de dividir conhecimento com o crítico da Folha.
Colher de Sopa:
 
As inserções de merchandising no folhetim das 8 estão cada vez mais descaradas. Ontem foi a vez do posto Ale anunciar, numa das cenas de novela mais constrangedoras que já vi. Por quem não a sutileza? Por que não?
Colher de Sopa:

6.12.04

 
O ano foi uma pasmaceira em termos de boas opções no cinema. Para cada Kill Bill, centenas de As Branquelas, O Enviado, Mulher-Gato... Haja saco. Por isso nem passa pela minha cabeça quais seriam os prováveis candidatos a um Oscar 2005. Embora acredite que muitos filmes concorrentes aportem por aqui apenas em janeiro, nem tenho ouvido falar no asunto. É esperar pra ver. E para finalizar o ano com chave de ouro, tarãrãrã... ele... O Filho de Chucky! Ah, e me digam, gosto de filmes de Natal. Alguém viu Anjo de Vidro?
Colher de Sopa:
 
Drops de alegria. Taí uma definição interessante para Dança Comigo?. Quer outra? O melhor pior filme do ano. Bem, comecei assistindo ao filme super desanimado, Pequiman tentara me dissuadir da intenção e ao ver Richard Gere fazendo cara de enfado (como bom advogado americano e cansado da vida que é o personagem) e a Jennifer Lopez com jeito de estátua no início do filme pensei: "Putz, que que eu tô fazendo aqui?" Mas não é que logo depois o filme ganha um ritmo e um bom humor surpreendentes? Funciona assim: você vai apreciando as cenas de dança (há uma belíssima de tango com música idem) e logo, logo acha graça das trapalhadas de dançarinos e de uma atriz (não me ocorre o nome) divertidíssima, misto de Bete Midler com Liza Minelli (quando de peruca preta). O drama, bem, o drama a gente finge que não vê. Bastam os nossos. Outro fato: Jennifer Lopez pode não ser boa atriz, mas que é boa em outros sentidos, ah, isso é. Que corpo, que corpo, que corpo... Sem falar na rápida aparição de Cyd Charisse, a melhor dançarina de todos os tempos, numa cena de televisão. Ai, ai. Bom término de domingo...



"Sou ou não sou gostosa?"
Colher de Sopa:

5.12.04

 
Está faltando dinheiro no caixa da Playboy ou está sobrando pudor entre as estrelas de novela? Por que repetir as mesmas coisas, gente? Luiza Thomé não depila (na verdade, não me importo) e Sabrina Sato de novo? Que estrelinhas carolas estas que se recusam a posar nuas (Bárbara Borges, Ludymila Dayer, Alinne Moraes, Bianca Castanho, Camila Pitanga... são tantas!). Quero musas na Playboy! Só pra confeir a brazilian wax, claro.
Colher de Sopa:

3.12.04

 
Ano que vem, Os Normais volta à grade de programação da Globo. Claro que a intenção é alavancar o lançamento do segundo filme envolvendo Rui e Vani. Pequiman será que vai ver?

Colher de Sopa:
 
Pode parecer provocação. Mas não é. Achei um texto na internet que explica o desast... digo, o motivo pelo qual não gostei da continuação de Bridget Jones. Quem quiser ler...

Por Kirk Honeycutt

HOLLYWOOD (Hollywood Reporter) - "Bridget Jones no Limite da Razão", sequência da bem-sucedida comédia de 2000, começa por repetir várias das piadinhas do primeiro filme. O problema é que, desta vez, elas parecem gastas, pouco naturais. Além disso, na ânsia de explorar novos territórios, o longa penetra em campos que não cabem comodamente no mundo da personagem interpretada por Renee Zellweger.
O fato da atriz se ver novamente às voltas com os dois homens de sua vida do filme anterior -- papéis de Colin Firth e Hugh Grant -- pode prejudicar o desenvolvimento dramático da história, mas faz muito sentido em termos comerciais.
Como o primeiro filme, este é baseado num romance de Helen Fielding, apresentado como um diário escrito por Bridget, uma londrina solteira que possui vida social frequentemente desastrosa e um pendor infeliz por álcool, cigarros e calorias em excesso.
A falha fundamental da sequência de Fielding (escrita com a colaboração de Andrew Davis, Richard Curtis e Adam Brooks) é o fato de renegar a evolução da personagem no primeiro livro e filme, quando Bridget, que parece ter nascido destituída de auto-estima, aprende a aceitar-se "como eu sou".
Ao fazê-lo, ela conquista um homem bonito e do bem, o advogado de direitos humanos Mark Darcy (Colin Firth), ao mesmo tempo em que despacha o superficial e egocêntrico oportunista sexual Daniel Cleaver (Hugh Grant).
O novo filme, que entra em cartaz na sexta-feira no Brasil, começa quando Bridget, depois de passar seis semanas na companhia de seu príncipe, Mark Darcy, sofre uma recaída, voltando a nutrir desconfianças e dúvidas sobre seu próprio valor, com isso garantindo a retomada da trama original.

PSICÓTICA?
Cinquenta longos minutos são passados na tentativa de criar desconfianças entre duas pessoas que obviamente se entendem e se adoram.
Boa parte do conflito gira em torno de distinções de classe que não tinham chegado a ser mencionadas no primeiro filme. "No Limite da Razão" chega a sugerir que Bridget possua um lado passivo/agressivo, mostrando sua heroína sob uma ótica desajeitada e negativa.
Na verdade, ela virou alguém até um pouco desagradável, e as falhas sociais e a falta de jeito que eram tão divertidas no primeiro filme desta vez mais parecem um comportamento psicótico.
Seja como for, aos 50 minutos do início do filme, Darcy e Bridget de fato brigam -- ou, pelo menos, ficam sem se falar por várias semanas. Bridget, que virou repórter de televisão no primeiro filme, parte para um trabalho na Tailândia, na companhia de seu ex-namorado mau caráter, Daniel.
É claro que ela brinca com a idéia de uma transa rápida com sua antiga paixão, mas recobra a sanidade na última hora e parte para o aeroporto de Bangcoc.
É aqui que a história dá uma virada séria e errada. Através de desvios diversos da trama, Bridget acaba sendo presa por posse de drogas no exato momento em que está embarcando no avião e é jogada numa prisão imunda, repleta de viciadas e prostitutas.
Ela passa dias largada nesse antro, mas, mesmo assim, o filme se recusa a abandonar o registro cômico superficial. No momento em que Bridget está ensinando as outras presas a cantar "Like a Virgin", de Madonna, o filme começa a perder credibilidade.

RUIM DEMAIS PARA SER VERDADE
A conclusão, já em Londres outra vez, é totalmente fiel à fórmula batida, com Colin Firth e Hugh Grant reencenando a briga de socos do primeiro filme -- só que o impacto dela é bem menor desta vez.
Zellweger, mais uma vez ganhando peso de maneira alarmante para fazer seu papel, volta a dominar o sotaque britânico e a comicidade física que a ajuda a esgueirar-se por uma festa chique num vestido de lamê dourado colado ao corpo e a provocar gargalhadas ao esborrachar-se numa estação de esqui nos Alpes.
Firth e Grant continuam a ser boa companhia, mas o personagem de Firth é bom demais para ser verdade, enquanto o de Hugh Grant exagera no sentido contrário. Será que mesmo um bad boy como ele seria capaz de ignorar o fato de sua ex-namorada estar presa na Tailândia, sem manifestar um pingo sequer de preocupação?
Beeban Kidron, que assume a direção no lugar de Sharon Maguire, não encontra um bom ponto de equilíbrio entre os aspectos mais sérios da história e seu tom predominantemente cômico, mas, pelo menos, garante aos atores o espaço necessário para desempenhar os papéis que eles dominam à perfeição. O ótimo elenco inclui Jim Broadbent e Gemma Jones como os pais de Bridget.


Colher de Sopa:
 
Sobre a violência, meu Deus, nem tenho mais palavras. Já falei sobre isso. Estar vulnerável é assustador! Rody, obrigado pelos filmes, clássicos fofos que você me deu, em pagamento a um sumiço fútil. Não trocarei A Noviça Rebelde ou Cidadão Kane por nenhum outro. Já guardei-os na prateleira e no coração. "The hills are alive with the sound of music..."



"Rody, querido, obrigado por nos trazer para a casa de Cacá..."
Colher de Sopa:

1.12.04

 
Ultimamente ando às voltas com o 1º número da Revista CARA de Cinema, o que dá um trabalho danado. Rody, se não tivesse muitíssimo bem empregado, talvez me ajudasse no ofício. Então, estou trabalhando só. A capa será o filme A Vila. Mando para o Riccardo um exemplar, claro, se ele quiser. No mais, ando desinteressante ultimamente. E inconsolável com o fim do namoro da Dri. Não sei porque, mas gosto do jeito da Adriane Galisteu. O Rody é prova que durante o tempo que faço esteira peço para o treinador na academia: põe no SBT? Coisas de Cacá...
Colher de Sopa:

Pequenas epifanias

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