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31.1.05
Sideways é uma delícia graças a seus atores tão carismáticos. Nunca tinha ouvido falar de Thomas Harden Church, o amigo ator de Paul Giamatti nesta história de amizade, companheirismo e pessimismo. Entre umas e outras (como diz o sub-título do filme em português) aprendemos a apreciar um bom vinho e a gostar da rabugice contagiante do homem abandonado pela esposa que parte numa viagem com seu meu melhor amigo para que este tenha uma despedida de solteiro regada a muito sexo e vinho.
Tenho que concordar com Isabela Boscov, quando ela diz que Alexander Payne traduz muito bem o universo do homem comum. E o faz de uma maneira brilhante, ao modo do antecessor As Confissões de Schmidt. Mas Sideways não é filme para Oscar, é filme de atores, sensível como poucos que pululam nos cinemas por aí...
17:06
Colher de Sopa:
TV continua na sala, mas...
Já tinha falado sobre minha experiência de duas horas em Arraial D'Ajuda, onde me ofereceram drogas por duas vezes. Funciona assim: entorpecentes em promoção a cada hora. Depois conversei com uma amiga sobre a facilidade que existe hoje de se encontrar drogas pesadas. Nem no Câmpi da UFG nos tempos de Letras as drogas surgiam tão facilmente. Raramente conseguia um baseado pra me juntar ao miquinhos da mata ao lado da faculdade de Jornalismo (talvez porque eu tenha cara de careta mesmo). Hoje anda tudo muito fácil. O perigo maior são as drogas pesadas, pois maconha, acredito, faz menos mal que o cigarrinho lícito nosso de cada dia... Em qualquer rave, em qualquer viagem, em qualquer boate, em qualquer esquina, estão lá o pó branco, o crack, o ecstazy...
Minha referência a este assunto tem um viés muito pessoal. Descobri hoje que um amigo querido está internado numa clínica de reabilitação por se envolver com drogas pesadas (ele fazia Filosofia na UFG) e, de quebra, dar umas porradas na mãe. Até então meu amigo era um doce (não, não a droga...) e incapaz de fazer mal a uma mosca. No ato da agressão teve de ser amordaçado, amarrado, sedado, até restituir seu calmo juízo. Não sei se acredito nessas clínicas de reabilitação que se dizem mais humanitárias. Mas quando me lembro de Bicho de Sete Cabeças sinto um frio na barriga. Sinto também pela existência de drogas tão fortes e seu cruel processo de dependência. Que fique em paz, meu amigo, que pretendo visitar em breve.
16:58
Colher de Sopa:
27.1.05
Eu já tinha avisado: Felipe Dylon é o fim do mundo. Veja essa nota bem-humorada do Ricardo Feltrin da coluna Ooops:
"Na frente da câmera, Monstro Sagrado...
Semanas atrás, Fausto Silva recebeu em seu palco outro daqueles "mitos" da MPB, o tal Felipe Dilongue. Sucesso nas FM's (é para isso mesmo que se paga jabá) e presença constante nas capas de revistas de adolescentes, o rapaz se apresentou e, a cada minuto que ficava no ar, mais o ibope de Faustão caía. Quando a música acabou, e o jovem talento se despediu do público, o apresentador deu um berro nos bastidores com sua fiel escudeira, Lucimara Parisi. Todo mundo ouviu:
'QUANTAS VEZES JÁ DISSE QUE NÃO QUERO ESSE (piiiiiiii!*) NO PROGRAMA PORQUE ELE SÓ DERRUBA NOSSA AUDIÊNCIA?'
* censurado"
***
A Playboy anda de olho no passado: para abril, Flávia Monteiro, quem não se lembra? Depois, Jacqueline Petkovic (quem mesmo?).
17:11
Colher de Sopa:
26.1.05
Casa de Areia e Névoa não poderia ter um título mais apropriado. Casa de areia movediça, que leva quem mora ali ao fundo do abismo. Casa que se sustenta em areia, mas por pouco tempo, dada a temporalidade do terreno. Casa de névoa, intocável, impossível de ser tomada nas mãos. O desfecho revela que o objeto da disputa não poderia ser mesmo de ninguém...
A história da briga de uma mulher americana abandonada e de uma família árabe em um país que não é o seu por uma casa é punjente. Interessante se envolver nessa trama que não tem mocinho nem bandido bem definidos, em que a complexidade dos personagens é um oásis em meio a tantas obras vazias e esteréis do cinema americano. Na história, um erro do governo faz com que uma propriedade seja colocada em leilão, opondo a antiga dona e um imigrante iraniano que a comprou. E desta oposição emblemática, em que cada um luta para conquistar seu espaço no mundo, são gratificantes as atuações magistrais de Jennifer Connelly e Ben Kingsley, que agarram com unhas e dentes a oportunidade de lutar por uma ca(u)sa e por papéis realmente dramáticos, relevantes e profundos. Talvez, na minha modesta opinião, um dos filmes mais sensíveis da Mostra. Ele me lembra também que o que está ruim, santo Deus, pode piorar ainda mais.
***
Caminhando para o final da Mostra, faltam poucos filmes para ver: Whisky, Spartan, Crimes em Wonderland, Sideways, talvez Nina.
Por ora, vou de Os Sonhadores. Mas como dizem que sou moralista (rs), não sei no que vai dar essa história...
"Você não sabe o que o abandono pode fazer com uma pessoa..."
15:26
Colher de Sopa:
25.1.05
Violação de Privacidade não empolga. Mira Sorvino e Jim Caviezel são desperdiçados e Robin Williams parece o personagem de Retrato de uma Obsessão. Filme menor da Mostra.
20:25
Colher de Sopa:
23.1.05
Por essa ninguém esperava: o derrame da Marielza. Será que a Globo vai sortear outra candidata para o BBB a essa altura do campeonato?
19:51
Colher de Sopa:
Reencarnação só vale pela presença luminosa de Nicole Kidman, que está linda até de cabelos curtinhos. O diretor Jonathan Glazer comete um erro crasso ao revelar em menos de 5 minutos a charada que permeará todo o filme. Uma bobagem travestida de obra inteligente. A cena do beijo de Kidman em um garoto de 10 anos: muito barulho por nada.
Elektra surpreende pelo uso de poucos efeitos especiais mas eficientes. Sem falar que Jennifer Garner é um graça.
Uma Amizade Sem Fronteiras é um filme correto. Mas nunca a última coca-cola do deserto. As prostitutas são uma delícia.
Contra Todos lembra Amarelo Manga, com seus personagens violentos, pobres e tarados. E só. Nem de longe é a última azeitona da empada como tem sido propagandeado.
O melhor filme, já disse, está fora da Mostra e perto demais de todo mundo (ê trocadilho infame!).
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Como já disse, não me meto muito em política, mas desconsiderar os méritos na carreira acadêmica é mais um erro que o governo Lula está cometendo. Entre tantos.
19:24
Colher de Sopa:
22.1.05
Venci minha resistência e fui assistir ao novo filme do Mike Nichols. Sim, é teatro filmado, mas de maneira esplêndida. Não hesito em dizer que Perto Demais é um dos melhores filmes do ano. Adulto, inteligente, bem-humorado e revela uma Natalie Portman fantástica: ora vulgar, ora uma menininha carente. Até Julia Roberts, com caras e bicos, está bem.
Meu medo de assistir Perto Demais se deveu também ao fato de ter assistido, exatamente antes da sessão, um filme verborrágico na Mostra: Conto de Outono. O filme é bom, mas Eric Rohmer poderia ser mais sucinto na história de Magali Cabelão (assista ao filme para entender a alcunha). Mas não fiquei com raiva do Joss, não, porque Conto de Outono, ao seu modo, é envolvente. Bacana conhecer o Rohmer.
Ah, e as cópias de Desventuras em Série são todas dubladas em Goiânia, tá?
12:34
Colher de Sopa:
20.1.05
Ando muito fútil ultimamente. Tenho pouco de profundo para dizer, sorry.
Enquanto isso...
Ciúme bravo é da Dani Cicarelli, que num acesso de fúria rasgou todas as fotos das ex de Ronaldinho. Difícil um relacionamento se sustentar entre a loucura de um e a pasmaceira de outro...
Raul Cortez não volta mais para Senhora do Destino, que muda de nome: Senhor Desfalque.
17:12
Colher de Sopa:
Meu Tio Matou um Cara é interessante como um picolé de chuchu. Escorregada feia de Jorge Furtado.
O primeiro filme da mostra não me animou muito: Super Size Me. Muito barulho por nada. Ou já tinha lido demais a respeito do documentário...
O "ela" no texto abaixo não foi intencional, mas que ficou divertido, ficou. Ou preconceituoso, diriam alguns... (rs)
16:55
Colher de Sopa:
18.1.05
Acredito, sim, que o preconceito pode aparecer travestido de outros argumentos ou gestos.
Me lembro de um episódio acontecido há uns 5 anos. Em minha casa, três amigos gays, duas garotas hétero e uma lésbica conversavam animadamente. Diante da descoberta de que minha amiga Sofia gostava de mulher, as outras amigas "straight", até então dispostas ao lado dela, inconscientemente foram parar do outro lado da sala, mesmo continuando a conversa com ela. Sem querer, talvez impulsionadas pelo preconceito nos recônditos da alma, se afastaram o quanto puderam de Sofia. Mas em bom som diziam ser "cabeça aberta" e confessavam entender perfeitamente o amor lésbico. Longe delas, claro.
Falo disso por causa do BBB. Acredito, sim, que houve preconceito dos machões da casa em relação ao gay Jean. E um pouco de inveja, por que, não?, já que ele parece ser a única pessoa inteligente da casa. Embora a justificativa para os votos fosse a força do baiano, bem latente ou lá no fundinho (ops!) o preconceito anda existindo. E olhe que estamos falando de gente "muderna"...
Não que eu torça pelo Jean, acho até que outros candidatos merecem mais o prêmio. Mas, pelo menos deste paredão, espero que ela saía vitorioso. Afinal, a vingança...
No fim, a vitória ou a perda do baiano poderá revelar bem a visão do brasileiro sobre a homossexualidade. Será?
***
Seinfeld é divertido, embora se debruce sobre o nada. Tanto tempo desde a estréia e o estou conhecendo agora.
17:12
Colher de Sopa:
16.1.05
Pausa em meu trabalho com a revista CARA, que anda muito religiosa pro meu gosto, para pegar um cineminha com o Rody e o Edu. Fui assistir Valentin, uma produção argentina fofinha. Joss, não entendi seu julgamento do filme, que é bonitinho pacas. O garotinho Rodrigo Noya é encantador e, não sei se já disse, mas adoro Carmen Maura.
Aproveitei e peguei a programação da Mostra (com os saquinhos de pipoca representando o amor, a morte e as paixões). Muita coisa bacana. Quero ver Whisky (dica do Joss), Super Size Me, Os Sonhadores, Crimes em Wonderland, Contra Todos (muito!), Nina e Uma Amizade sem Fronteiras. Como não sou politizado, se der tempo vejo Peões ou Entreatos. Não sei por que Dez e Narradores de Javé ainda fazem parte da mostra. Até já saíram em vídeo.
Será que terei de conhecer a filmografia de Eric Rhomer? (rs)
***
Alguém tem O Jogo da Amarelinha, do Córtazar, pra me emprestar?
Minhas dores de cabeça voltaram. Stress pré-trabalho duro?
Ando curioso para saber notícias de Rutinha envolvendo gafes e que tais...
19:49
Colher de Sopa:
14.1.05
Retiro o que disse sobre a Marielza!
22:34
Colher de Sopa:
A sensação que tive ao ver a nova moradora da casa do Big Brother Brasil é que ela estragou a brincadeira. Para mim ficou óbvio o resultado da gincana televisiva a partir de agora. Gente, é a oportunidade de o brasileiro distribuir renda no Brasil (com o dinheiro dos outros, claro). Além do mais, os concorrentes da Marielza são vazios, vazios...
Hoje É Dia de Maria é microssérie de tirar o chapéu. Algumas falas de Fernanda Montenegro é que são difíceis de entender. PS1. Não suporto mais o Rodrigo Santoro.
PS2. Acho que é inveja.
17:55
Colher de Sopa:
Não gosto muito de filmes calcados no teatro. Invariavelmente são verborrágicos demais. Mas excepcionalmente gosto de David Mamet e, claro, Alfred Hitchcock. Revi Disque M para Matar. Clássico com C maiúsculo.
Talvez por se aproximar tanto do teatro, nunca fui muito fã de Mike Nichols (ainda não sei se terei paciência para ver Perto Demais). Mas me surpreendeu a grandiosidade de Angels in America, sua minissérie para a HBO, em que revisita os EUA na época do surgimento da Aids. Al Pacino, como sempre, tem uma performance arrasadora, com um dos personagens mais odiáveis de que se tem notícia, o gay enrustido e mau caráter Roy Cohn. Meryl Streep, Emma Thompson, Mary Louise Parker, Jeffrey Wright também são muito bons. Há uma loucura meio lynchiana que percorre a série toda e algumas metáforas são extremamente complicadas de entender. Mas ao final do espetáculo, a sensação é de que tudo valeu a pena. Mas dá um frio na espinha pensar em anjos tão ameaçadores em plena Nova York.
No cinema, fui ver O Grito. Uma bobagem cheia de furos com a insossa Sarah Michelle Gellar. Fora alguns pequenos sustos, o filme é uma porcaria. A sessão valeu pela presença do meu Novo Amigo. Riccardo é divertidíisimo também pessoalmente. Que venham outros programas...
17:49
Colher de Sopa:
10.1.05
O tempo tem passado depressa demais. Já ando às voltas com o próximo número da revista CARA, que sai em fevereiro. A capa? Lutero (ou Como Tirar Leite de Pedra). Joss já tinha atestado as deficiências do longa.
Em DVD, assisti a O Agente da Estação. Peter Dinklage é ótimo e Patricia Clarkson já está na lista de minhas atrizes favoritas, junto com Nicole Kidman e Renata Sorrah, claro.
Joss também falou de amizades, tão importantes. Sempre bom fazer novos amigos, desde que valha a pena o bom papo.
O Casal Pequi, que adoro, se internacionalizou. Beto anda sumido. Acho que não gosta de políticos e seus familiares. Rody está egoisticamente atrelado ao "pouf" e nem notícias dá mais. Raro caso de amor materialista. Maria Bethânia, que ama todas as coisas, morreria de inveja. (brincadeirinha, Rody, mas aprece logo, viu?).
Encontrei com alguém que me perguntou se eu estava feliz com minha profissão. Disse que sim. Mas me lembrei que quando criança, sempre respondia assim à pergunta sobre o que eu queria ser quando crescesse: dono de banca de revistas. Bem, o dono das revistarias Almanaque espalhadas por todo canto de Goiânia prova que meu sonho de ganhar dinheiro não era tão absurdo assim...
Ah, comprei um livro (no aeroporto de Guarulhos) que é uma delícia: Almanaque Anos 80, de Luis Carlos Rizer e Mariana Claudino. Viagem divertida e nostálgica no tempo.
Compromisso da semana: quinta-feira cinema como meu novo amigo. Inté!
17:00
Colher de Sopa:
7.1.05
Ufa, finalmente voltei das férias. Não que o passeio não tenha sido bom, ao contrário, me diverti bastante e voltei com uma cor afro afrodisíaca invejável (rs). Mas a verdade é que amo muito minha casa e minhas pequenas coisas, como meu colchão. E só aqui, thanks God, meu intestino volta a funcionar normalmente, frescuras de verão em casas alheias...
Que saudades de todos vocês, queridíssimos leitores.
Estive em Prado, na Bahia, por alguns dias e depois, por um dia apenas, em Porto Seguro e Arraial D'Ajuda, onde, em menos de duas horas na praia, por duas vezes me ofereceram drogas. Declinei gentilmente, mas deu pra sentir o clima das areias agitadas e féericas do litoral nordestino. Tudo de bom! Pena não encontrar Charlize Theron por aquelas bandas, onde ela descansava ao lado de Stuart Thowsend...
Tenho histórias curiosas pra contar, mas vai ficar para um próximo texto, já que ainda estou atolado em afazeres tipo "pagar contas", "ler e responder a e-mails", "visitar parentes e levar pequenas bugingangas" etc.
De São Paulo, por onde passei rapidamente, só trago decepções com o aeroporto de Guarulhos (frio, impessoal, sem nada pra fazer...) e com a falta de educação de alguns paulistas. A sorte é que pelo menos São Paulo tem Riccardo Joss que, sim, também é uma delícia (rs).
Caro Beto, de fato sou filho de político, e agora irmão de um também. Hmmm... isso quer dizer que você me conhece? Beijos para todos!
14:54
Colher de Sopa:
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