Creolina

     

28.2.05

 
Fiquei extremamente satisfeito com o resultado do Oscar. Menina de Ouro merecia a estatueta de melhor filme, embora resvale para o sentimentalismo ao final. Na minha concepção, é mesmo melhor que O Aviador. Hilary Swank, já disse, constrói uma das personagens mais cativantes da história do cinema. Só não concordo que a afetação de Cate Blanchett tenha lhe garantido o prêmio de coadjuvante. Natalie Portman ou Virginia Madsen, de Sideways, merecia mais.
Quanto à beleza, Gisele Bündchen estava imbatível. Talvez rivalizasse com Charlize Theron, linda, linda, linda! Bünchen, sentada ao lado de Di Caprio, em certo momento cedeu o assento à sogra. Era a crença, talvez, na vitória do astro de O Aviador?
Não vi toda a entrega do Oscar, mas dizem que foi frustrante ver Antonio Banderas defender a música de Diários de Motocicleta. Essa parte, não me arrependo de não ter visto.

As mais bonitas, em minha modesta opinião...


"Você acredita que fiz Monster?"


Um Christian Dior básico...
Colher de Sopa:

26.2.05

 
Come out, come out...
O que dizer de O Amigo Oculto? Muitas coisas: que Robert de Niro não é mais criterioso na escolha de seus papéis; que Dakota Fanning é uma atriz excelente, mesmo com uma personagem tão ingrata como Emily, que tem variações de humor surpreendentes e inexplicáveis; que Elisabeth Shue andava sumida; que Fanke Jassen merecia emoldurar filmes mais inteligentes; que Bruno Barreto não anda dando conselhos à mulher Amy Irving; que a reviravolta do desfecho é risível; e, por fim, que Norman Bates teve uma filhinha.
O filme até se encaminha bem, mas filmes de suspense têm tido problemas sérios em seus desfechos, invariavelmente decepcionantes. O tema "amigo imaginário" poderia render muito nas mãos de um bom diretor. Mas não foi desta vez.
Colher de Sopa:

23.2.05

 
Há uma crônica do Luís Fernando Veríssimo que diz que todo tímido atrai, involuntariamente, toda a atração para si, em qualquer circunstância, embora ele tente ser discreto. Acho que sempre fui assim, desastradamente tímido. Ou a porta fechava com estardalhaço por trás de mim na sala cheia de alunos ou um professor teimava em me argüir de supetão. E nestes momentos queria sumir, como queria... A timidez diminuiu, mas não outros ranços provenientes dela: a ilusão da arrogância (não entendem que o cumprimento não aconteceu por vergonha minha de não ser reconhecido, quem sabe?) e a polidez exagerada. Quero me dar uns bons cascudos quando sou exageradamente educado. O que no mundo de hoje soa invariavelmente como sinal de falsidade. Me toquei disso em outras circunstâncias. Dias atrás, me perguntaram:
"Ricardo, estou aprendendo muitas coisas agora, sou muito crua, quero aprender, não sei falar em público, não tenho modos para restaurantes chiques. Se eu cometer alguma gafe você me fala?"
Logo respondi que sim, seria sincero e acusaria o escorregão.
A resposta: "Na verdade, você é muito educado, não me diria nada mesmo, eu tenho certeza. Até mais!"
Fui chamado de falso (ou omisso? ou mentiroso?) por ser muito educado.
O problema é esse: encontrar o exato equilíbrio entre a polidez e a verdade. Esta confusão me deprime. Quer dizer que se não falo nada, minto? Não quero que me tomem por mentiroso. Quanto à educação, prometo ser mais rude daqui pra frente. Então, interlocutora querida, vai...



Colher de Sopa:

21.2.05

 
Não parece contraditório a revista Veja, em um artigo, defender a freira Dorothy Stang e condenar a atitude de posseiros, grileiros e afins na Amazônia e, duas páginas depois, defender os invasores do Parque Oeste Industrial em Goiânia?
Enquanto isso, no lado raso da vida, Caroline Bittecourt disse que perdoa Cicarelli pela expulsão no casamento. Não parece contraditório que alguém que saia humilhado de uma festa passe a ganhar muito mai$ depois disso? Cicarelli faz grande favor aos inimigos.
Colher de Sopa:

20.2.05

 
Um dia quero reunir todos meus visitantes e outros numa mesa de bar para uma boa conversa. Imagino que seria um encontro agradabilíssimo, em que inteligência, beleza e bom humor seriam o prato do dia. A verdade é que estou muito feliz com todos vocês. Recebi visita, inclusive, do autor de um dos textos mais lindos da net, né, Quintanilha? Obrigado, gente.

***

Em visitinha à Casa de Eurípedes (casa espírita que cuida de dependentes químicos) para rever antigo amigo, fui obrigado, assim como todos os visitantes, a assistir a uma palestra de 2 horas e meia de duração. No final, fiquei menos tempo com o interno do que com o palestrante. Descobri um esquema fortíssimo de contrabando ali. De perfume a cigarro. Vejam só: um cigarrinho apenas vale 1 coca-cola de 600 ml, 1 pacote de bolachas recheada e três balinhas.
Na volta da visita, pensei: por que a Igreja Católica ou o Estado não criam espaços destinados a cuidar de viciados e afins? A doutrina espiríta, me parece, é quem mais se preocupa com o bem-estar alheio.

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Hitch - Conselheiro Amoroso bem poderia se chamar Albert, o Aconselhado. O gordinho Kevin James é o melhor do filme. Vozes do Além: tsc, tsc. O que são aquelas três aparições fantasmagóricas? De onde vieram? A premissa é interessante, mas rendeu uma bobagem pelas mãos de... quem mesmo?
Colher de Sopa:

17.2.05

 
Às vezes me culpo por ficar tão burro ao entrar numa locadora. De uma vez peguei Com as Próprias Mãos e Com a Bola Toda, respectivamente com The Rock (argh!) e Ben Stiller. Se minhas locações não saíssem tão baratas provavelmente pediria o dinheiro de volta.

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Se me perguntarem a coisa que mais odeio na vida, não hesitaria um minuto em responder: a burocracia, que inclui retirar primeira ou segunda via de documentos. Depois de dois anos de formado, finalmente voltei ao Campus para pegar meu diploma. Quanto ao certificado de reservista, quem sabe ano que vem me animo a enfrentar filas... Mas admito uma certa culpa minha, tão preguiçoso que sou. Não contem pra ninguém, mas diante de uma oferta de um novo emprego não sei se rio ou se choro. Me senti mais reconfortado depois de descobrir mais dois amigos assim. Eles alegam que têm medo do novo. Então tá!

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Entendo pouquíssimo de futebol. Mas tenho visto com freqüêcia uma certa reverência ao jogador Robinho. Mas e o amiguinho dele, o tal Diego? Joga ou não joga?
Colher de Sopa:

15.2.05

 
Porque se quando é jovem a solidão nos parece mais evidente. Em tempos antigos, nunca me permitiria ir sozinho ao cinema. A paixão maior pela sétima arte afastou os fantamas de olhares reprovadores de meus vizinhos de poltrona. Houve tempo também que nunca me admitiria comer sozinho numa mesa de shopping. Seria como um atestado impiedoso de minha solidão neste mundo. Hoje, aos 30, não me importo com nada disso. Saio, como, bebo sozinho, por opção ou não. Sem dó de mim mesmo. A segurança que a idade nos traz não tem preço.
Colher de Sopa:
 
Eu já tinha mostrado este poema antes, mas vale repetir, porque a arrogância chegou em Daniela Cicarelli e não parou mais. Na festa de casamento a que, claro, não fui convidado a moça exigiu que Caroline Bittencoutr se retirasse. A verdade é que Cicarelli está no-jen-ta! E merece esse aviso:

Epifania da humildade

"Os beijas-flores às vezes entram pela janela do meu quarto
Examinam tudo - inclusive a mim. Dão meia volta e se vão,
Visto que não encontram nada que mereça maior atenção.

Para mim, são uma doce lição de humildade.
Toda vez que me sinto orgulhosa disto ou daquilo, penso que,
para os beija-flores, sou algo absolutamente desinteressante."

(Ligia Gomes Carneiro)

Colher de Sopa:

13.2.05

 
Poucas atrizes, vejam bem, poucas mesmo, conseguiriam dar vida a uma personagem tão digna e com um entusiasmo contagiante como Hillary Swank, em Menina de Ouro. Longe dos maneirismos de Cate Blanchett e do corpo sem alma de Kate Beckinsale, ambas em O Aviador, Swank merece como nunca ganhar seu segundo Oscar. O ser humano e seu otimismo e vontade de vencer nunca foram tão bem representados na telona.


Cena angustiante de Menina de Ouro. Depois piora...
Colher de Sopa:

11.2.05

 
O Guardador de Rebanhos é um dos poemas mais lindos de Fernando Pessoa. Pessoa, com seus heterônimos, são a prova viva da existência de algo divino.

Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz. (...)

(Alberto Caeiro)
Colher de Sopa:
 
Entrando numa Fria Maior Ainda. O nome diz tudo. Por que, diabos, encontrar um rapaz parecido com Ben Stiller e anunciá-lo como provável rebento do personagem Gaylord Focker se na verdade não é? Piada desnecessária. Os closes nas caretas do bebê foram um tantinho exagerados... Lembrei desse defeito no filme Desventuras em Série. Bobagem.

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Rody achou pouca a quantidade de peitinho que a Sandy colocou. O fato já está dando o que falar, imagina se fosse peitão?

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Próxima visita ao cinema: Menina de Ouro. Alguém se habilita?


"Não aperta que eu tô recém-operada..."
Colher de Sopa:

10.2.05

 
Segundo a coluna Ooops!, Sandy colocou 150 ml de silicone nos seios. Só falta posar como veio ao mundo, né?

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Sandra Oh, a oriental do filme Sideways, é mulher do diretor Alexander Payne. Lembrei dela num filme que passou despercebido mas que é muito bacana: Sob o Sol da Toscana. Ela dá vida a uma lésbica divertidíssima.

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Revista C.A.R.A., semana que vem, nas locadoras.

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Dúvida cruel: participar ou não do Orkut? Será que vale a pena?
Colher de Sopa:

9.2.05

 
Bem, de volta ao batente. Fim de Carnaval, início de trabalho no Brasil.
Talvez pelo problema com a ponte que dá acesso a Caldas Novas, a folia na cidade de Goiás reuniu um pessoal bonito e super animado. Minha última visita à cidade tinha sido um fiasco, pois havia moscas voando por todo lado. Dessa vez, a preocupação com a limpeza e a recepção atenciosa aos turistas foram dignas de nota. O bom é que o folião poderia escolher entre o som das bandas de axé ou as marchinhas carnavalescas. Uma animação só, que alcançou, infelizmente, até alguns vândalos que quebraram o vidro traseiro do meu carro. Pequeno prejuízo para alguém já um tantinho sem grana... O tijolo ficou no banco, claro.

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Não pude aproveitar a promoção de cinemas durante as festas. Mas consegui ver Jogos Mortais, uma bobagem cheia de furos, mas assustadora. Danny Glover, provavelmente, estava com as contas atrasadas.
Os altos índices de audiência de Senhora do Destino até foi capa da Veja. Mas, acredito, a novela não tem mais nada a dizer. Au revoir, Maria do carmo, já vai tarde. Saudades só da doce Naza...
Colher de Sopa:

4.2.05

 
Quem diria... o bom moço das tardes de domingo na Rede Record bate na mulher, é impedido de entrar em casa, mas no outro dia viaja com a esposa para uma segunda lua-de-mel. Seria surreal se não fosse verdade. Thaís Araújo escapou de uma boa. Muito bonito, senhor Netinho...

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Achei curioso o fato de que um cliente C.A.R.A. Vídeo tenha relacionado o nome de 106 (!) filmes que trazem janelas em alguma cena, inclusive com detalhes de quem participa da cena e tal. Será falta do que fazer?

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A Globo vem festejando a homossexualidade, ainda não sei porque. Há o casalzinho lésbico em Senhora do Destino e o Bruno Gagliasso na próxima das oito, América. E no Big Brother, sem dúvida, Jean foi ajudadíssimo na prova do líder, que exigia inteligência e conhecimentos gerais. Perguntei a uma amigo se era um sinal dos tempos. Ele retrucou que a Globo faz o público engolir na marra qualquer tendência que ela considere bacana. Será?

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Bom carnaval para todos!
Colher de Sopa:

2.2.05

 
A faculdade é um prato cheio para quem quer se envolver com o mundo das drogas. Lembro que até então o máximo que já tinha experimentado era um cigarro de bali (cravo e canela, horrível). Depois que entrei no curso de Letras vieram as ofertas. Acho que experimentei mais para me divertir mesmo, ou fazer parte de uma turma que, pasmem, adorava Entrevista com o Vampiro e organizava rituais que incluíam visitas a cemitérios e drinks de sangue humano. Bem, o sangue nunca bebi, mas minhas experiências com maconha aconteceram. E são no minímo risíveis, já que, para os outros, me ver com um cigarrinho da erva é tão surreal quanto uma nuvem em forma de intestino delgado.
Lembro-me que cheguei a comprar a droga, que era escondida no câmpus da UFG. Numa das visitas fortuitas ao bosque surpreendi um casalzinho no maior amasso, bem perto de meu esconderijo. Desisiti. No outro dia, uma chuva torrencial na noite anterior levou meu pacotinho embora.... Ou seja, nem quando quis ser outsider consegui. Por isso, filava cigarrinhos alheios que pipocavam aqui e ali. Até em casa fumei com minha irmã no quarto do lado. Achei que, colocando uma toalha debaixo da porta, o problema estaria resolvido. Ou ela dormia o sono dos justos ou nunca quis tocar no assunto daquele cheiro estranho altas madrugadas. Doce ingenuidade perdida.
Mas hoje posso dizer... estou limpo! E nunca passei disso. Acho que posso rir e me comunicar melhor assim. Mas respeito o gosto alheio. Afinal, não tem gente que ama até Paulo Coelho?

***

Estou ansioso pela Playboy da Bárbara Borges. Como já disse, fetiche antigo e inofensivo, que começou há muitos anos com a Luciana Vendramini na capa da revista.

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Alfie, o Sedutor é bacana. E comou eu, moralista (rs).
Colher de Sopa:

Pequenas epifanias

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