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31.3.05
Gostaria que parassem o mundo, neste momento, para uma descidinha rápida. Estou muito sem tempo. Só queria parar e ver.
Mas volto logo. Ah, se volto!
19:38
Colher de Sopa:
28.3.05
Quem dera a vitória de Jean Wyllis fosse um tapa na cara do preconceito brasileiro. Não sei se é bem isso ou se a edição do Big Brother favoreceu o baiano para mostrar que: 1) A Globo tem poder de manipulação; 2) Os gays têm poder de consumo, e se ver retratado como vencedor num reality show pode alavancar a audiência do programa entre esta minoria. Mas em termos de visibilidade, a causa gay sai ganhando. E isso já é avanço, pelo menos para as cabecinhas pouco pensantes e alheias a uma realidade inegável. Afinal, não se discute mais isso: em toda família há um gay. Que deve ser respeitado!
17:11
Colher de Sopa:
23.3.05
Comecei a ver a série The O. C. - Um Estranho no Paraíso. As situações são muito forçadas, e está pra nascer ator tão inexpressivo como aquele Benjamin McKenzie, o astro principal. Ele acha que atuar é ficar olhando de esguelha (isso existe?) ou de cima pra baixo. Série fraquinha, fraquinha...
É, não será dessa vez que nossa curiosidade mórbida será saciada. Clodovil posa para a capa da G, mas comportadamente vestido. O rapaz que compartilhará a capa com Clô é de tirar o fôlego. E mata nossa curiosidade fisiológica, seja lá o que isso for.
Reencarnação estréia este final de semana. Ai, ai... já vi, tá? Não morram de inveja. O filme é uma m*&$@#!
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Feliz Páscoa para todos os meus leitores queridos!
14:37
Colher de Sopa:
21.3.05
Como já disse, não fui ao show do Lenny Kravitz. Nem consegui ir ao do Ira, já que os ingressos se esgotaram, e nas mãos dos cambistas estavam excessivamente caros. Sobre o show de Kravitz em Brasília, ouvi dizer que foi um fiasco também, como em São Paulo: número muito aquém do esperado de público, e um certo pernosticismo e arrogância do cantor, acusado de não empolgar a pouca massa dançante. A chuva também não ajudou o rapaz. Como já atestaram, vale mais o CD na "vitrola".
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No feriado, visita a parentes em Iporá. E só. Porque lá não tenho mais amigos e sofro com o calor danado. Não tenho, como Drummond, a nostalgia pela cidade natal.
18:36
Colher de Sopa:
18.3.05
O Lenhador é filme interessante. Destaque para a atuação de Kevin Bacon. A produção não se rende ao sensacionalismo, mas toma lá seu posicionamento sobre o assunto pedofilia. A redenção é possível, mesmo com a alma torturada por um desejo tão difícil de ser compreendido. Pequiman não vai gostar muito do filme. Creio eu.
Em DVD, Meninos de Deus é uma boa surpresa. Emile Hirsh (de Um Show de Vizinha), Kieran Culkin, Jena Malone e Jodie Foster (que faz uma freira perneta impagável) são a alma deste filme sobre ser adolescente e amadurecer. O filme é composto também de desenhos animados, de Todd MacFarlane. Bom pra lembrar que, de fato, nunca fomos santos.
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No Big Brother, finalmente um paredão entre os grandes. Nem dá pra imaginar quem fica ou sai.
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Na sessão de O Lenhador, no Cine Lumière, alvoroço na fila porque muitos espectadores foram ver Primavera, Verão, Outono, Inverno, também anunciado na programação do jornal O Popular, no mesmíssimo horário. Houve xingamentos, protestos e a exigência da presença imediata do gerente, que nem se manisfestou. A culpa é de quem? Do Cine Lumière, de Tacilda Eqüi.., quer dizer, Aquino, ou do público que ainda confia no que reza o jornal?
18:51
Colher de Sopa:
17.3.05
Ainda não é muito cedo para Sol e Tião jurarem amor eterno?
Ah, também gosto da Gabriela Duarte, que, bem, nem é boa atriz. Mas é dona de um dos peitos mais bonitos que já vi. Não pessoalmente, of course.
13:51
Colher de Sopa:
15.3.05
Mas será o Benedito? Era o que me faltava: Clodovil como veio ao mundo na capa da próxima G Magazine. Meus sais, por favor!
16:52
Colher de Sopa:
Meus leitores não gostam muito de novelas. À exceção do Rody, que as tem como companhia nas noites insones de Luzicity. Mas não resisti a falar de América. Toda a carga dramática e recursos televisivos vistos em Olga estão ali: os exageros de interpretação, as lágrimas copiosas (o garotinho que interpreta Murilo Benício criança não faz outra coisa a não ser chorar, sem motivo algum), os planos panorâmicos, o xaroposo amor entre os mocinhos... Claro, o diretor é o mesmo, Jayme Monjardim. Mas, acredito, na linguagem televisiva funciona muito melhor que na tela grande.
A abertura da novela poderia ser um pouco menos óbvia, sem recorrer à fina estampa de seus astros principais. De cara, do que gosto mesmo são os personagens do núcleo menos nobre da trama, que, desde já, prometem boas risadas. Mas, qualquer novela que traga Christiane Torloni já me reconforta. Gosto muito dela, por motivos os mais variados. Sua personagem, cleptomaníaca, é no minímo curiosa. Enfim, América é uma mistura de temas, um samba do crioulo doido, comum a todas os folhetins de Glória Perez. Mesmo assim, espero não ter o que fazer às 21 horas.
Duro mesmo vai ser aguentar a trilha sonora country. Seguuuura, peão!
(Desculpem o texto desconexo, é a correria...)
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Bem lembradas as propagandas nauseantes dos relógios Magnum. Não é surpresa para ninguém que debaixo daquele capacete se esconde uma loira monumental. Boicote nela também!
"Espero não ser odiada pelos leitores como a Naza..."
16:32
Colher de Sopa:
13.3.05
"Doutor, ele enrolou a língua. É, foi discutir previdência com outro banco e enrolou a língua...". Gente, não sei vocês, mas estou simplesmente ENFADADO dessa propaganda chata do Unibanco que tenho que ver toda vez que vou assistir a um filme nos cinemas Severiano Ribeiro. Quero lançar aqui um manifesto contra essa peça publicitária chata e repetitiva. Acho a Débora Bloch uma fofa, mas tô cansado dessa interferência a cada sessão de filmes. Por enquanto, vou chegar à sala de cinema sempre 10 minutos atrasado. Será que espectadores de outras partes do Brasil também têm que aturar essa disussão idiota sobre PGBL?
"CA-LA-DA!"
20:52
Colher de Sopa:
12.3.05
1) Será verdadeiro o sexto dedo no pé que Dani Cicarelli exibiu no programa Pânico na TV?
2) Ninguém tinha me avisado, mas que porcaria é Ladrão de Diamantes, hein? Descobri que detesto mais ainda Woody Harrelson.
3) Constantine dá bem pro gasto. Efeitos especiais bacanas, história e tudo mais. Deu até vontade de parar de fumar.
4) Saudades da Naza...
19:36
Colher de Sopa:
10.3.05
Para passar o tempo, um texto, do Rubem Fonseca, que prova que sou meio burro para algumas coisas. Depois da leitura, não descobri quem tinha morrido. Uma aluninha de 15 anos teve de me falar, tá?
Betsy
Betsy esperou a volta do homem para morrer.
Antes da viagem ele notara que Betsy mostrava um apetite incomum. Depois surgiram outros sintomas, ingestão excessiva de água, incontinência urinária. O único problema de Betsy até então era a catarata numa das vistas. Ela não gostava de sair, mas antes da viagem entrara inesperadamente com ele no elevador e os dois passearam no calçadão da praia, algo que ela nunca fizera. No dia em que o homem chegou, Betsy teve o derrame e ficou sem comer. Vinte dias sem comer, deitada na cama com o homem. Os especialistas consultados disseram que não havia nada a fazer. Betsy só saia da cama para beber água.
O homem permaneceu com Betsy na cama durante toda a sua agonia, acariciando seu corpo, sentindo com tristeza a magreza de suas ancas. No último dia, Betsy, muito quieta, os olhos azuis abertos, fitou o homem com o mesmo olhar de sempre, que indicava o conforto e o prazer produzidos pela presença e pelos carinhos dele. Começou a tremer e ele a abraçou com mais força. Sentindo que os membros dela estavam frios, o homem arranjou para Betsy uma posição confortável na cama. Então ela estendeu o corpo, parecendo se espreguiçar, e virou a cabeça para trás, num gesto cheio de langor. Depois esticou o corpo ainda mais e suspirou, uma exalação forte. O homem pensou que Betsy havia morrido. Mas alguns segundos depois ela emitiu novo suspiro. Horrorizado com sua meticulosa atenção o homem contou, um a um, todos os suspiros de Betsy. Com o intervalo de alguns segundos ela exalou nove suspiros iguais, a língua para fora, pendendo do lado da boca. Logo ela passou a golpear a barriga com os dois pés juntos, como fazia ocasionalmente, apenas com mais violência. Em seguida, ficou imóvel. O homem passou a mão de leve no corpo de Betsy. Ela se espreguiçou e alongou os membros pela última vez. Estava morta. Agora, o homem sabia, ela estava morta.
A noite inteira o homem passou acordado ao lado de Betsy, afagando-a de leve, em silêncio, sem saber o que dizer. Eles haviam vivido juntos dezoito anos.
De manhã, ele a deixou na cama e foi até a cozinha e preparou um café puro. Foi tomar o café na sala. A casa nunca estivera tão vazia e triste.
Felizmente o homem não jogara fora a caixa de papelão do liqüidificador. Voltou para o quarto. Cuidadosamente, colocou o corpo de Betsy dentro da caixa. Com a caixa debaixo do braço caminhou para a porta. Antes de abri-la e sair, enxugou os olhos. Não queria que o vissem assim.
(Rubem Fonseca: de seu livro Histórias de amor (contos), editado por Cia. das Letras - São Paulo, 1997, pág. 09, extraímos o texto acima.)
Linda e inusitada história de amor. Lembra uma propaganda que está sendo veiculada na TV.
19:35
Colher de Sopa:
Não sou escravo. Mas meu trabalho tem sido degradante. Por isso, a falta de tempo para escrever por aqui. Sinto dores nas costas. Não tenho malhado. Ando lendo muitas coisas estúpidas no trabalho. Espero que o show do Lenny Kravitz, dia 19, em Brasília, amenize meu excesso de obrigações.
Na fila de espera: Feios, Sujos e Malvados, do Ettore Scola. Há cinco dias tento ver.
19:31
Colher de Sopa:
7.3.05
Cenas de suspense que não exibem quase nada são por vezes mais eficientes que a obviedade de sangue e olhos arregalados à mostra. Lembro que o início do segundo filme da trilogia Parque dos Dinossauros muito me impresionou, apesar de o filme ser um fiasco. A cena da menina sendo rodeada por mini-dinossauros era muito bacana. A mudança de câmera só nos permite ouvir o grito da criança, enquanto imaginamos o impossível num filme de Spielberg.
Ontem descobri que a menina da cena, que já é uma moça, tem mãe brasileira e se chama Camila Belle. Em entrevista ao Fantástico, a atriz se revelou muito carismática, longe de estrelismos tão típicos de Hollywood. Acaba de estrelar o novo filme de Rebeca Miller (do ótimo e pouco conhecido O Tempo de Cada Um), contracenando com Daniel Day Lewis. Talvez seja o Brasil conquistando mesmo a América, mas sem se vender em cachos de banana, como Carmem Miranda...
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Aliás, sobre América, a próxima das oito, a logo não ficou parecendo de programa religioso?
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Para se descobrir o complexo de Mário de Andrade, o carinho de Drummond, as loucuras de Clarice Lispector no México, a ousadia de Hilda Hislt, mais uma vez Lygia Fagundes Telles. Seu livro Durante Aquele Estranho Chá é um convite à reflexão e, de quebra, torna mais humanos personagens conhecidos da literatura nacional. Ando relendo Lygia.
19:32
Colher de Sopa:
4.3.05
Pela manhã, eu saía correndo do colégio para chegar em casa logo e ver Caverna do Dragão. Correr, parafraseando Clarice Lispector, era meu jeito de andar pelas ruas de Iporá. Sheila, Eric, Bob, Diana, Preston, Mestre do Magos e O Vingador (acho que faltou alguém...) eram minhas companhias matutinas. Confesso que também tentava encontrar o Geninho nas histórias feministas da She-Ra.
À tarde, postado diante da TV, ao lado de um saco de bolachas Mabel e chá de capim santo, aguardava ansioso pelo Sítio do Picapau Amarelo. Dirce Migliaccio foi uma Emília muito bacana. Mas preferia, na verdade, aquela roupa psicodélica da Cuca, tal qual a Nazaré, desastrada em suas artimanhas e feitiços. E agora fico triste ao saber que a doce Dona Benta de outrora, Zilka Salaberry, encontra-se muito doente. Como avó carinhosa que parecia ser na série, com certeza a atriz vai fazer falta, pelo menos em meu nostálgico imaginário infantil. E lembro que o tempo passa e um dia...
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Li em O Popular, mas com certa desconfiança, que a escritora Lygia Fagundes Telles participará da 1ª Bienal do Livro de Goiás, em abril. Acho meio difícil, já que ela detesta avião e prefere o conforto do apartamento dos Jardins. De qualquer forma, confirmada a presença da autora, estará aberta a temporada de caça ao abraço.
18:10
Colher de Sopa:
2.3.05
Às vezes estranho meus gostos. Apesar da advertência de Pequiman, teimosamente fui ver O Massacre da Serra Elétrica. E não é que, em alguns momentos, o filme funciona que é uma beleza? Recebi umas boas descargas de adrenalina, acho que pelo clima de estranhamento que percorre todo o filme, assim como no clássico dos anos 70. Ressalte-se, no entanto, que o primeiro é muito, muito superior. Lembro-me que O Massacre da Serra Elétrica original me fez perder boas horas de sono, com a lembrança daquela correria ao som da tal motoserra. O cúmulo da angústia.
Senti algo semelhante em poucos filmes: Polteigest - O Fenômeno, Assalto ao 13º DP - que está ganhando uma refilmagem com Ethan Hawke -, Carrie, A Estranha, O Bebê de Rosemary, Vestida para Matar e o mais B de todos, It, que tem um início espetacular protagonizado por um palhaço (!), mas que depois é uma chatice só. Na verdade, alguns destes filmes se diferenciam quanto à abordagem, mais psicológica ou não.
Tenho meio que um termômetro para saber se gostei do filme de terror/suspense. Se eu sair do cinema com fome, não me peguntem o motivo, é porque, lá dentro, me senti incomodado. Quanto às minhas horas de sono, esta refilmagem não vai interferir de nenhuma maneira. Mas foi melhor que o esperado.
21:03
Colher de Sopa:
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