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31.5.05
Alguém devia ter avisado a Deborah Secco que ela NÃO estava participando do quadro Arquivo Confidencial no último programa do Faustão. Portanto, não eram necessários tantas caras e bocas e ensaios de choro numa simples entrevista que mostrava papéis anteriores de sua carreira. Mas que a atriz anda linda em cenas de América, ah, isso anda...
Aproveitando a deixa, alguém devia sugerir o nome de um personal stylist para o Faustão. URGENTE!
Vi agora a Os Educadores. Sim, um contraponto movimentado ao idealismo sonhador de, vejam só, Os Sonhadores. Mas há uma ingenuidade meio incômoda no filme, seja na atuação mambembe de um ou outro ou seja na repercussão dos atos dos protagonistas. Acho que preferia ver os filmes do Godard.
"New York Herald Tribune! New York Herald Tribune!"
18:04
Colher de Sopa:
29.5.05
Caldas, este final de semana, foi ótimo. Muito, claro, graças à companhia agradável. Ficamos num hotel meio popular, onde tive a certeza de que as mulheres estão matando cachorro a grito e chamando urubu de meu loiro. Do elevador à piscina, sempre se vislumbrava uma à caça de homem mais desavisado. E nem precisava ser solteiro. Entre profusões de corpos, alguns poucos realmente impecáveis. Para me lembrar de que, oh, céus, a perfeição física existe. E de que a inveja mata!
PS. O diário de bordo do Rody está divertidíssimo. Ah, Bahia...
17:27
Colher de Sopa:
24.5.05
Engraçado isso de ser visto pelos olhos do outro. A gente nunca sabe se agrada, se corresponde realmente a expectativas ou se parecemos, na verdade, chatos de galocha. O olhar que pousa sobre nós pode significar várias coisas e ser interpretado de diversas maneiras. Dito isso, acho curioso o fato de parecer tantas pessoas em uma só. Acho que sou muito comum, daí certas saias-justas em que me meto.
Há comparações prosaicas. Na minha época de passageiro de ônibus sempre era cumprimentado por estranhos que abriam um sorriso efusivo acompanhado da pergunta: "Tudo bem, Leonardo?". Putz, sempre fiquei curioso para saber quem era esse cara. Mas sempre a confusão era desfeita com a saída estratégica da pessoa que se confundia. Também, por várias vezes, fui vítima de uma pergunta, já clássica para mim: "Você é parente de fulano?". Invariavelmente não sou, e só acertam (se acertam) quando estou na minha cidade natal.
Claro, e há comparações absurdas. A semelhança com artistas (!) rende um capítulo à parte. Certa vez a dona de uma banca anunciou para todos ali presentes que eu era a CARA do Marcelo Antony (ai, ai, meu sonho...). Galã da Globo? Para aquele menino que usava aparelho nos dentes e óculos fundo de garrafa era o máximo do elogio. Mas sempre caía em mim e justificava o fato como sendo problema do olhar míope da louca (é que isso se repetiu várias vezes, com transeuntes diversos). Já me disseram que eu me pareço com o cantor Belo. Minha cara de desaprovação deve ter feito quem falou isso pensar duas vezes antes de abrir a boca. Embora eu reconheça que há algo, sim..., não sei. Fiquei em êxtase com a comparação com Chris Martin, do Coldplay, aquela coisa alta, magra, loira e de cabelos quase raspados. Mas sei das minhas limitações. Também não queria a Gwyneth Paltrow nem de graça. A última delas (já tinha ouvido isso): num restaurante alguém me abordou para falar que sempre via um sósia do Eminem por ali. Sim, meus caros, era eu. Detesto a música do cantor, mas ele é uma beleza. Então encarei aquilo como um elogio rasgado. Sem concordar, no entanto, com as semelhanças que vêem em mim. Acho-as todas infundadas. E acho também curioso o fato de ser parecido com alguém tão distante de mim. Sinto-me, assim, quase um camaleão, sabe...
Quanto a tanta parecença, quem sabe o branco dos olhos...
E você, já foi confundido com alguém famoso? Participe do blog!
15:50
Colher de Sopa:
19.5.05
Estou gostando de A Lua Me Disse, mas me diz: que nariz de palhaço é aquele dependurado no pescoço do P. Vilhena? E de onde surgiu aquela atriz que faz a Sulanca? Que cara azeda ela tem! Débora Bosh (quer dizer, Bloch) arrasa no papel de Madô, e aquele cachorrinho de madame da Pepita Rodrigues é uma graça. Boa oportunidade pra rir um pouco. Ainda mais em tempos de vacas magras nos folhetins globais.
20:05
Colher de Sopa:
18.5.05
Fantástico o filme A Queda!. Ouvi dizer que Hitler está mais humanizado. Concordo em partes: o Führer consegue ser educado em alguns momentos (no elogio à cozinheira, na preocupação com a secretária...), mas daí a ser propriamente generoso... Eva Braun me pareceu atordoada, ingênua, deslocada, sem saber onde estava. Talvez eu também reagisse assim.
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Na fila para o cinema, um cartaz do filme A Família da Noiva (não vi). No alto, os dizeres: "Ninguém merece ter um sogro desse". Ah, pensei, mas bem que todo mundo merecia ter um genro daqueles (Ashton Kutcher). Ai, ai...
19:58
Colher de Sopa:
17.5.05
Andando pela rua ouvi uma filha dizer à mãe: "Vai tomar banho na soda". Não, não me chocou a inversão de valores. Interessante é a expressão, que ouço desde criança (mais comum naquela época) e para a qual nunca achei explicação plausível. Tomar banho na soda significa flutuar em borbulhante líquido ou derreter pra todo o sempre mesmo? Fica a pergunta.
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Como sou pouco politizado, não tive paciência para compreender a história da Argentina e seus fiascos políticos e econômicos nos anos 80 (assim como Kischner não tem paciência com a mania do Brasil de tentar ser soberano por estes cantos). Pois é sobre a Argentina na "década perdida" que trata o filme O Mesmo Amor, a Mesma Chuva, do diretor de O Filho da Noiva. Há um romance também na história, mas o casal é chato que dói.
Ou seja, dinheiro gasto à toa. Ou não. Me lembrei (de novo!) que quando criança ouvia minha babá dizer a pessoas que andavam sumidas: "Fiquei sabendo que você estava para as Malvinas". Na época não compreendia direito essa disputa entre Inglaterra e Argentina. Hoje entendo menos ainda. Pouca coisa muda quando não se é politizado.
18:40
Colher de Sopa:
13.5.05
E porque hoje é Sexta-Feira 13:
Fui ver Visões. Algumas vezes suspenses americanos são mais exatos quanto ao momento que escolhem para assustar o público. O cinema japonês é meio lento nesse sentido, talvez por causa do privilégio da psicologia da trama mesmo. A (minha) verdade é que Visões é, pelo menos, melhor que O Grito. Embora contenha sua dose de nonsense e inúmeros furos. O que explica, afinal, o sangramento constante que desce pelas pernas da protagonista? Se a bolsa estoura não é hora de, sem demora, se realizar logo o parto? São pequenos problemas assim que atrapalham a história. Que é absurda, claro, mas mesmo de fábulas pode-se exigir um pouco de coerência.
Por outro lado, o filme é bacana na referência a O Bebê de Rosemary; e na cena de duas crianças se espatifando no chão com seus rostos deformados pelo encontro com o asfalto. Além disso, o mote da história (não leia quem não viu: reencarnação, espíritos que rondam grávidas e tal...) daria um filme fantástico pelas mãos de M. Night Shyamalan.
E é isso. Confesso que não entendi também o hedonismo ao fim do post anterior. Às vezes acho que bebo. E às vezes bebo mesmo.
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Li hoje um conto de Horácio Quiroga, de quem conhecia apenas o nome. Há muito tempo textos de horror não me impressionavam tanto.
20:19
Colher de Sopa:
11.5.05
Hmm, pode parecer maldade (e é), mas sempre achei suspeito este aborto "espontâneo" da Cicarelli. Será que isso explica o fim do casamento?
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Na sala de aula, discussão sobre a situação das prisões brasileiras, baseada na leitura do texto de Diogo Mainardi sobre a recusa do governo Lula em criar mais penitenciárias, sugerindo a soltura de muitos detentos que, na verdade, poucos riscos oferecem à sociedade. Tipo ladrão de galinha, sabe? Diante da pergunta: "Como solucionar o problema da superlotação de muitos presídios brasileiros?", a resposta veio quase em uníssono: a instituição da pena de morte no Brasil. Como se nosso Estado conservador permitisse ao menos uma discussão rasa sobre o assunto...
Mas entre os argumentos surgiram comentários: "ladrão tem que mofar na prisão", "se todos morressem poderia ser construída uma sociedade menos medrosa", "vagabundo tem que ficar preso mesmo", "que volte a lei de Talião". Pensei em tudo isso e concluí que o humanismo, talvez, seja letra morta. Depois cheguei à conclusão de que, na verdade, meus alunos estavam sendo era muito sinceros. E neste impasse entre ser individualista ou piedoso, ganha disparada a primeira opção. Sob este signo vivemos atualmente. O que talvez explique o hedonismo crescente...
PS. O excelente texto de Pequiman, acredito, põe mais lenha nessa fogueira. E, confesso, os textos dele sempre me balançam, me atordoam e não me deixam parar de pensar. Obrigado, então, Pequiman.
16:40
Colher de Sopa:
10.5.05
Ainda sobre Quase Dois Irmãos: é engraçado o título, já que os protagonistas estão longe de parecerem muito íntimos, embora se conheçam desde crianças. O fato de se conhecerem ou não, na verdade, não resultaria em grande diferença na história. Daí o absurdo do título.
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Por outro lado, gostei de Joan Allen em A Outra Face da Raiva: há um travo amargo ali muito bem interpretado, sem deixar de lado a comicidade. Desnecessário, por outro lado, o suspense em torno da doença de uma das filhas. A pequena surpresa do desfecho se imagina desde o começo. A lição: evite ficar com raiva. Pode ser em vão.
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Enquanto isso América se afunda em absurdos: Sol em caixa de televisão foi demais. Às 21 horas minha TV está desligada.
20:23
Colher de Sopa:
8.5.05
Amigos aqui do blog não me falaram com muita ênfase sobre Quase Dois Irmãos. Acho que, sendo filme que trata de comunismo, Pequiman acertadamente nem foi ver. Mas alguém me disse que o longa de Lúcia Murat era magistral. A verdade é que à certa altura do filme fiquei esgotado e com uma sensação de claustrofobia por causa das cenas exaustivas de prisão. E mais uma vez me cansei de tanto palavrão, como se este fosse elemento indissociável do cinema brasileiro (ei, não quero ser moralista, porque também tenho os meus de predileção no trânsito...).
Tá, o filme não é ruim, há uma discussão interessante sobre a também indissociabilidade entre morro/asfalto, comunismo/capitalismo, negros/brancos, presos políticos/presos comuns etc (sei lá...). Somos todos farinha do mesmo saco e de uma maneira ou de outra, por coincidências ou acasos, seremos vítimas dos mesmos males. E repetiremos velhos preconceitos passados de geração para geração. Mas é que às vezes o discurso cansa. E depois de quase hora e meia, a poltrona começa a incomodar.
Raro mesmo é ver filme em que nariz de protagonista engorda com o tempo...
Como no mesmo dia assisti a outro filme, prefiro a singeleza, não menos crítica, de Lukas Moodysson em Para Sempre Lylia.
17:57
Colher de Sopa:
7.5.05
Cruzada é ótimo, a despeito de seu início pouco impactante ou envolvente. Bem, talvez o problema seja eu, que sempre ensaio alguns bocejos durante a projeção de filmes épicos. Na verdade, não tenho muita paciência para eles, tão longos que às vezes são. Nem vi Alexandre (o outro motivo é Oliver Stone). E acho que só vi Cruzada porque gostei de Gladiador e admiro o estilo "superprodução com contéudo" dos filmes de Ridley Scott. Além disso, o tema da produção é muito atual, já que, depois de tanto tempo, continua aí, para todo mundo ver e comentar, o conflito entre cristãos e muçulmanos (mas sobre isso a Bostov já disse).
Orlando Bloom está pouco melhor do que em Tróia, passado algum tempo de escassas aulas de interpretação e respeito à lei do menor esforço. Pior para ele, que divide a tela com feras do porte de Liam Neeson, Brendan Gleeson e Ghassan Massoud (Salarradin - sic). E o que dizer da lindíssima Eva Green? Um sonho. Sobre Jeremys Irons e Edward Norton: o primeiro está velho; o segundo nem dá as caras, literalmente. Ofício de ator sério é isso aí, encarar um papel em que o rosto se esconde por trás de uma máscara. Pontos para Norton, um dos melhores atores dessa geração.
Bem, acredito que é chover no molhado dizer que as cenas de batalha são fenomenais e os efeitos especiais para recriar a antiga Jerusalém são impecáveis. Talvez não convença a relação amorosa do casal principal. É Bloom, novamente, como em Tróia, com pouca empatia para emplacar namoro convincente. Eu, hein, será que ele é?
21:31
Colher de Sopa:
3.5.05
Refém padece de um mal crônico: o exagero. E dá-lhe Bruce Willis derramando lágrimas artificais em contorcionismos faciais forçosos e, por isso, risíveis (sabe como é, contas pra pagar e tal...). A trilha sonora está sempre muitos decibéis acima do tom. Chega a ser ensurdecedora em certos momentos de clímax (há vários, e vários...). Há exageros também no uso desnecessário da câmera lenta, em situações inusitadas e na violência gratuita. Em certo momento dado personagem é esquecido. Cercado pela polícia, um jovem delinqüente ainda arruma tempo de alisar notas de US$ 100. Como se sair daquela encrenca fosse o menor dos problemas. O garotinho da fita (outro problema de Hollywood atualmente, que depois de Haley Joel Osment e Dakota Fanning não arranjou bons atores mirins) fala com a voz da empregada de Scarlet O´Hara. E o que dizer da cena final em que uma mocinha, ao jogar uma toalha sobre a cabeça, tenta nos lembrar, espectadores já atordoados com tanto nonsense, a Virgem Maria...? Barbaridade também é trabalhar, juntar dinheiro e depois ir ao cinema gastá-lo com uma bobagem dessas. Fujam, amigos, enquanto há tempo.
"É, Bruce, nossa moral anda lá embaixo..."
20:14
Colher de Sopa:
2.5.05
Sim, Herói é muito bom. Inagens belíssimas, direção de arte soberba. Mas acho que a edição tornou confusas algumas passagens do filme. Prefiro, talvez por isso, o Clã das Adagas Voadoras.
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Boa notícia: Britney Spears vai largar TUDO para cuidar do filho. U-hu! Será que o pai é o Chucky?
"Ops! Acho que bebi demais nas filmagens de O Filho de Chucky..."
18:04
Colher de Sopa:
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