Creolina

     

28.6.05

 
Dona de casa pediu, e aqui vai outro post, embora não tenha nada realmente interessante a dizer. Primeiro a dica: Obscenidades para uma dona de casa, de Ignácio de Loyola Brandão, é um dos textos mais divertidos e deliciosos que já li. Trata-se de conto curto (meio redundante isso). Mas falo assim para estimular meus leitores a buscá-lo pelo Google e dar uma lidinha. Que desfecho!

Sobre Batman Begins, escrevi em comentário para Joss que gostei. Quando criança, lia Pato Donald, Mônica, Cebolinha e Mickey (ai que saudades da Madame Min, dos Irmãos Metralha e do Bafo de Onça...), daí explico o fato de ser pouco exigente com a transposição para as telas de histórias de heróis e que tais. Quem é fã/conhecedor sabe explicar melhor onde o calo dói.

Melinda e Melinda é um Woody Allen menor. Mas muito mais interessante que o pavoroso Igual a Tudo na Vida. Will Ferrel é puro Woody Allen. Gosto do ator (Ferrel, of course). Seria atrevimento dizer que o acho até excitante?

Por falar nisso, Tentação é excitamte ao seu modo e mostra as agruras de um casamento infeliz. E dá-lhe traição para todos os lados. Mas quem não trocaria a Laura Dern pela Naomi Watts? Delícia. Quero vê-la nos braços de King Kong.

Melhor parar por aqui. Sem deixar de lembrar que Priscila Fantin também está uma delícia com aqueles vestidinhos de chita. Será que um dia posa nua?

Vou reler Brandão. Leque, por favor.

Colher de Sopa:

22.6.05

 
Nina tem um visual bacana. Graficamente, com seus desenhos incríveis, o filme tinha tudo para ser uma pérola do cinema nacional. Mas o roteiro deixa a desejar. E tem um dos finais mais pífios de que se tem notícia. Não adiantam, portanto, firulas gráficas sem a base de uma boa história para contar. E, como já disse, Pequ...., ops, Alex, a qualquer momento esperamos que a atriz, Guta Stresser, coloque a mão na cintura e grite pelo Agostinho.

Du Moscovis me parece um tanto apático no papel do galã das 6. A heroína morreu de forma estúpida. Não reagir à violência, ainda mais diante de uma arma, deveria ser norma em qualquer folhetim. Flávia Alessandra é um exagero só, com seus olhares de soslaio. Bacana a referência a Bette Davis em O Que Terá Acontecido a Baby Jane por meio do cabelo da atriz, apenas na primeira fase. Apesar dos clichês, e Fábio Júnior, Alma Gêmea tem boas chances de emplacar.

Outro motivo para eu gostar de cinema. Lembrei de um apelido de infância dado pelo meu pai: Richard Burton. Depois de muito tempo sem ouvi-lo, hoje reconheci em mim aquela criança que não entendia bem o significado do nome. Boa lembrança de tempos idos. Resgato-a agora.


"Alguma dúvida de que Baby Jane é um filme de horror?"
Colher de Sopa:

16.6.05

 
Luma de Oliveira desistiu de estrelar o remake de A Dama da Lotação, coisa boa que faz, já que o nome por trás da direção, o mesmo dos filmes da Xuxa e do Padre Marcelo, não inspira muito confiança. Disse que não queria constranger os filhos. Tudo bem. Mas fica difícil achar alguém com corpão e cara de safada pra fazer o papel. Vera Fischer já era. Que moçoila pervertida se habilitaria? Não vejo candidatas conhecidas no horizonte, até porque o "bacana" é ser boa moça para a mídia. Cicarelli que o diga.
O Guia do Mochileiro das Galáxias é anárquico pacas e muito divertido. Mas Joss já disse tudo sobre ele. O Vogon chefe me lembra um antigo patrão.
Sempre assisto ao Saia Justa. Mas aquela Luana Piovani é muuuuuuuuito chata. Linda, porém.
Como já disse inúmeras vezes, sou pouquíssimo politizado, mas José Dirceu já vai tarde. Demorou!
Colher de Sopa:

14.6.05

 
Acabo de ler que o Pânico vai assinar com o SBT. Sei não, a emissora está cheirando a bolor. Você assistiria a uma novela chamada Os Ricos Também Choram, com o Jonas Bloch, Flávio Galvão e Françoise Fourton (lembro da Playboy)? O título bem que lembra novela mexicana, assim como...
A atuação de Flávia Alessanda em Alma Gêmea. Dá pra ver só pela propaganda. Ela é muito canastrona. E vai exagerar nos olhos arregalados focalizando um futuro de maldades, o dia em que em que se casará com Du Moscovis (ai, ai... vai ser bonito lá em casa) etc e tal. Aliás, a novela, com seus personagens caipiras, já lembra muito Chocolate com Pimenta.
Na sessão nostalgia, acabo de rodar A Ilusão Viaja de Trem no meu DVD. Luis Buñuel era um visonário.
Colher de Sopa:

11.6.05

 
Tivemos, acho, 5 minutos juntos. Mas já deu pra sacar que Jean Wyllys não ganhou o BBB 5 por acaso. Ele é uma simpatia, e dificilmente o merchan sobreviveria por tanto tempo dentro e fora da casa. A literatura feita por ele remete a Caio Fernando Abreu, nas referências gays, e Clarice Lispector, nos questionamentos sobre a vida. Isso na segunda parte do livro. A primeira parte é um problema. Foi feita visivelmente às pressas e há mais citações do que propriamente idéias próprias. Vale, no entanto, pelo carisma do autor.
Enquanto isso, Grazi estampa a capa de agosto da Playboy. Já estou na fila de espera...
Ah, aproveitando manifestação de Joss, voltem anônimos, voltem... Dona de casa, está trabalhando fora, é isso?
Colher de Sopa:

8.6.05

 
Assisti a pouco Casa de Cera. Taí, a crítica mete o pau, mas é um filme que funciona, sim (thanks, Pequiman). Há aquele estranhamento que adoro, local desabitado com personagens bizarros, além de, of course, vários adolescentes muito obtusos, mas proporcionalmente belos. Claro, há algumas cenas ilógicas também, mas onde não há? Até na vida, certo? A cena inicial já causa incômodo, a homenagem a O Que Aconteceu com Baby Jane (um dos melhores filmes de terror com Bette Davis) é justa e Paris Hilton morrendo com um pau atravessado na cabeça foi quase uma catarse (brincadeira, gente). Mas, ao final, a impressão que fica mesmo é que se os jovens americanos fossem menos curiosos e intrometidos, muita morte seria evitada. Agora é esperar por outro do gênero.


"Por onde andará papai Jack Bauer?"
Colher de Sopa:

5.6.05

 
Show da Cláudia Vieira na Praça do Coreto em Goiás. Gosto muito da cantora. Engraçado o grupo de pessoas que se reunia ali. Logo à frente, um bando de bichinhas dançavam freneticamente sabendo de cor a letra das músicas. Ao meu lado, uma senhora humilde dormitava, embora o som estive quase ensurdecedor. Uma perua, de outro lado, encostava sua bolsa Louis Vuitton na minha cabeça. Lá atrás, alguém perguntou: "Qual o nome da cantora mesmo?" À frente, claro, em cadeiras especialmente separadas por uma fita de "Não ultrapasse", com listas amarelas e pretas, autoridades cantavam animadamente e faziam gracinhas com a artista. Que quase gozava no palco. O prazer de cantar, of course.
Engraçada a situação. Num mesmo evento, pessoas tão díspares, de universos tão distantes, socialmente falando. As pessoas mais humildes foram as primeiras a chegar, àvidas, acredito, por ter acesso a um show intimista, algo tão raro por aquelas plagas, e para elas mesmas. E assistiram com prazer à apresentação. Aquele dia, longe das dificuldades habituais, eram todos, sentados, convidados de honra. Um dia realmente muito especial.

Logo em seguida, Orlando Morais iria se apresentar. Como pôde, o cantor foi simpático. Por ali fiquei até ouvir a música Na Paz, a primeira, diga-se de passagem. Não ouço muito Morais, mas não hesitaria em dizer que essa é uma das músicas mais bonitas que já ouvi.

O 7º FICA foi bacana (houve muitos filmes interessantes como o brasileiro Estamira), embora as apresentações musicais superassem em número os eventos realmente cinematográficos. Talvez isso explique o alto número de adolescentes cervejeiros e mijões. Certos cantos da cidade cheiravam longe a mijo. Feirinhas populares vendiam de tudo, ocupando um espaço, acredito, totalmente alheio ao propósito da mostra. Assim, ao contrário de anos anteriores, chiques e famosos com suas echarpes de marca foram substituídos por uma multidão de jovens quase vândalos, que rivalizavam em carros tocando rap ou funk no último volume.

Ângelo Lima, entrevistado da próxima revista C.A.R.A., mostrou uma sensatez e erudição invejáveis durante nosso rápido encontro regado a cerveja, interrompendo um jejum de não sei quantos anos. Até se desculpou pela ousadia de se vestir de Chaplin, atitude quase desrespeitosa diante da grandiosidade do eterno personagem Carlitos. Me surpreendi com ele, a quem tão pouco conhecia. Durante a entrevista ao vivo ao Jornal Anhangüera, aproveitou para alfinetar Ronaldo Caiado, numa referência à censura do livro Na Toca dos Leões. Um documentário mostrava o apoio do político à produção de amianto em Goiás, embora seja banida em quase todo o resto do mundo, pelos males à saúde que provoca. Ângelo Lima está sendo processado por Caiado. Um pouqinho de Brasil no Cerradão.
Colher de Sopa:

1.6.05

 
Então, fui malhar mais cedo hoje pra poder ver Sahara. Poderia ter malhado até as 22 horas. Perdi meu tempo. Mas nunca gostei muito da Penelope Cruz. Fui ver mesmo o Matthew MConaugh... alguma coisa. Aliás, os dois estão juntos, tá?

Veja um pouco do filme:
* Numa cena, Penelope Cruz fica presa num poço profundo. Mas logo surge no alto do poço para dar cabo de um homem que ameaça matar seu amado. Samara (de O Chamado) morreria de inveja da agilidade absurda da mocinha. E olha que Samara está há anos treinando sair do buraco.
* Em outra cena, os atores tentam alcançar um trem. Chegam perto dele e se enterram misteriosamente na areia. Qualquer ema morreria de inveja do fato. Elas, coitadas, que se esforçam para enterrar pelo menos a cabeça.
* O amigo do herói, o comediante Steve Zahn, a certa altura diz: "Vá salvar a mocinha que cuidarei da bomba". O problema é que o filme gasta 90% do tempo mostrando-o como um paspalho. Eu não ficaria seguro se minha sobrevivência dependesse dele.
* A traseira de uma camionete em movimento cai inteira no deserto. Os ocupantes do carro, vilões, claro, nada vêem. Como se o barulho lá atrás fosse, humm..., uma tempestade de areia, sabe? Qualquer coisa.
* Há cenas que se pretendem engraçadas. Mas por que colocar Zahn mostrando o cofrinho para depois se assustar com a presença de Cruz atrás de si? Dããã!

Conclusão: Melhor malhar o corpinho, porque em filmes assim, nem querendo, o cérebro malha. Outra: Depois de Indiana Jones, todo arquéologo ou pesquisador é bom de briga. E são bonitos.

Apesar de trabalhar com INÚMEROS clichês, outro filme do mesmo gênero me agradou: A Lenda do Tesouro Perdido, com Nicolas Cage, tem interpretações sofríveis. Mas prende a atenção que é uma beleza.
Ah, e tem Whisky. Obrigado, Joss, pela indicação. Delícia de filme. Fiquei curioso com o teor do bilhete dado pela mulher. Mas dá para imaginar. O prazer é esse mesmo.


"Xampu de laranja, sabe... fica esse bagaço."
Colher de Sopa:

Pequenas epifanias

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