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30.9.05
Não sei se "um dia sem mexicanos" é bom... Mas todos os dias sem Samantha e Andora repaginadas é uma beleza. Fujam enquanto é tempo. A Feiticeira é um desastre. Nada se salva ali, a não ser a beleza estonteante de Nicole Kidman, que, sim, está sujeita à escolha equivocada de papéis. E põe equívoco nisso...
"Vade retro, papéis ruins!!!"
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Acontece com freqüência comigo. Estou conversando com alguém. E ela me conta o que perguntou para outro alguém, tipo: "Você disse o quê?". Ao que eu invariavelmente respondo: "Eu? Disse pra quem?". É que em minha distração não ouvi a primeira parte da fala: "Então eu disse pra ele: Você disse o quê?" e acho que a pergunta foi pra mim. Já disse que acho os discursos inseridos em outro uma maravilha? Quando não causam confusão, rendem uma boa história em livro ou no cinema. Confuso, né? Este sou eu.
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Por que diabos os aparelhos de DVD não têm todos os botões que existem no controle remoto? E se a pilha do controle acaba? E se a pilha acaba bem na hora de iniciar a aula expositiva sobre aquele filme prometido? Raios!
17:40
Colher de Sopa:
27.9.05
Coisas de Goiânia: fui ver nos cinemas um filme que entrou de novo em cartaz: Procura-se um Amor que Goste de Cachorros. Diga-se de passagem, a referência aos cães é uma besteira. Eles são mera ponta, uma participação acidental. A verdade é que, salvo a companhia sempre agradável do Rody, o filme é mais uma bobagem. Estão lá todos os clichês: o mulherengo, o viúvo louco para encontrar outra mulher, os pretendentes esquisitos... E se algumas poucas cenas funcionam é por causa da lindíssima Diane Lane. Se você resistir até o final, verá uma das cenas mais constrangedoras das comédias românticas: um beijo forçado entre os protagonistas numa ocasião estapafúrdia. Ou alguém agarra o companheiro na fila de açougue de supermercado diante do vendedor? Para ver Diane Lane, o melhor ainda é Sob o Sol da Toscana.
Ah, e antes que falem que gasto mal meu dinheiro, infelizmente não há opção de filme decente em cartaz. É ir ou ficar em casa. Ainda prefiro arriscar.
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Li em algum lugar que o destino de La Toya (Zezeh Barbosa) em A Lua Me Disse é virar macaca de circo lá pelo sertão nordestino, tipo a reencarnação de Monga, a Mulher Gorila, que nos divertia e aterrorizava quando crianças em suas andanças pelo interior. A patrulha do politicamente correto deve chiar...
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Sobre o programa Madame Lee: não tive paciência pra ver. Pra começar, não sei se acontece só na minha casa, mas o som do canal GNT é muito ruim. Segundo, ela está muito louca. Acende um cigarro e sai de perto do entrevistado. Canta umas músicas malucas. Ensina ioga. Não sabe onde quer chegar.
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Alguém aí viu O Virgem de 40...?
18:42
Colher de Sopa:
22.9.05
Acho que foi em 2002, não me lembro bem, e eu e Leandro Quintanilha estávamos ali à espera de nosso entrevistado. Vejam só, àquela época eu e o Leandro nem conversávamos. Ali era o café do Shopping Bougainville e o entrevistado era Paulo Miklos. Ele falava de sua estréia no cinema: O Invasor. Fez dezenas de poses, respondeu simpaticamente a todos, quase encarapitou no enfeite de ferro do café. A certa altura perguntei se ele aceitaria um convite da Globo para fazer novelas. Ele não hesitou nenhum instante para dizer sim. E agora vem aí, como vilão na próxima novelas das 7. Nem preciso dizer que o entrevistado foi um amor. Tenho esse problema mesmo, já disse, de me "apaixonar" pelas pessoas erradas.
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Preciso mudar.
18:52
Colher de Sopa:
19.9.05
Sei que posso apanhar de alguns por aqui. Mas é inútil alguém tentar me convencer que Penetras Bons de Bico é bacana. Ao contrário, o filme é muuuuito chato. Já tinha dito anteriormente: algumas cenas legais não tornam um filme legal como um todo. Não entendo como a comédia tem sido tão incensada. Para ver o frat pack ainda prefiro Dias Incríveis.
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"A gente foi morar separado porque ele (Roberto de Carvalho) parou de se drogar e eu não. Mas eu entendo ele. Dividir casa com alguém drogado é um saco!" (Rita Lee, falando a Marília Gabriela. A cantora estréia seu Madame Lee no próximo domingo)
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Por onde andará Beth Guzzo?
18:08
Colher de Sopa:
16.9.05
Horror em Amityville não se contenta em ser o remake apenas do filme homônimo dos anos 70. O filme tem a coragem de decalcar uma cena clássica de O Exorcista. E terminar à maneira de Carrie, a Estranha. Mais estranho ainda que um filme cheio de sustos acabe empolgando muito pouco (a cena no alto da casa, porém, é ótima). Os personagens não se decidem, ou às vezes somem na casa, por esquecimento mesmo do diretor. O menininho irritante de Refém marca uma irritante presença. O padre mostrado é um homem de pouquíssima fé. Mas algo de positivo se salva nessa história toda: o corpo (ai, ai...) do papai Ryan Reynolds.
Se quiser pode assustar lá em casa...
Não se importe com o começo. Continue. E você vai ver que Hora de Voltar é uma delícia de filme. Vale conhecer o abismo infinito. E ainda ver Natalie Portman.
Acho que foi o Joss que disse que uma famosa revista masculina resolveu substituir suas capas estampadas por homens por belas mulheres. Acho que homem tem medo mesmo de comprar revista com macho na capa. Depõe contra sua masculinidade, sabe? Só isso também explica que a capa de Conflitos Internos (um filme chinês fantástico, que vai ser feito de novo nos EUA por Martin Scorsese) exponha um mulherão, de arma em punho e shortinho minúsculo. Acontece que trata-se de propaganda enganosa. O filme é de homens, feito por homens e não há nenhumazinha mulher em ação. Será o medo de estampar só machos na capa e ver os homens passando reto pelo filme? E nas pequenas coisas continua lá o machismo...
Ela: "É que apareço no último segundo do 3º tempo, sabe..."
19:18
Colher de Sopa:
14.9.05
Passo aqui rapidinho para não ser esquecido. Na próxima semana espero ter mais tempo. No cinema, só vi Vôo Noturno. Compartilho com Joss opiniões a respeito do filme. É uma bobagem eficiente. Dificilmente tenho visto filmes em que sinto vontade de pular da poltrona e bater no vilão. Cillian Murphy me comoveu. Aliás, não sei ainda se ele é feio ou bonito, ou algo no meio termo desses predicados.
Friends é realmente uma graça.
Da sessão nostalgia, revi ontem na telinha Angelina Muniz. Uma daquelas musas que pareciam enterradas nos anos 80. Acho que eu que inventei esse modismo, o revival de atrizes do passado. Tem até revista sobre isso. Agora quero Lídia Brondi. E Matilde Mastrangi, claro.
Ah, e hoje é dia de Luana. Adoro as batatadas!
19:12
Colher de Sopa:
8.9.05
Bem, não tenho muito o que dizer. De novo, ando às voltas com a revista C.A.R.A. de cinema. E dando minhas aulas. No tempo livre, me divirto com Friends, que nunca tinha chegado a ver direito (thanks, Rody). Minha fonte inesgotável de posts anda sumida (por causa do corte orçamentário, of course). De Luana Piovani hoje só ouço falar. Suas tiradas são espitiuosas, sabe? Quase não tenho feito entrevistas. Talvez por medo de uma hora dessas levar o entrevistado pra casa (rs). Preciso reservar um tempo para a deliciosa Diane Lane.
18:48
Colher de Sopa:
4.9.05
Glória Perez deveria ser considerada a Padroeira dos Atores Medíocres. É que a nobre senhora tem a estranha mania de colocar atores sofríveis para atuar em suas novelas. Para cada Jandira Martini, por exemplo, ela é capaz de brindar os telespectadores com a atuação de um, ehrr..., Lucas Babin, que, vejam só, mal fala o português, embora viva mais aqui que nos EUA. Mas ela já tinha feito isso antes. Quem não se lembra de Ricardo Cigano Igor Macchi em Explode Coração? Em América não é diferente e estão lá, por exemplo, Lúcia Veríssimo, Simone Spoladore (que é um desastre na televisão quando não faz novela de época ou quando não é dirigida pelo marido Luiz Fernando Carvalho. Percebam que ela está sempre um tom acima do ideal), o filhinho insuportável da personagem de Simone Spoladore, Gabriela Duarte, Rafael Calomeni e, argh!!!, Eri Johnson, que se repete em todos os papéis e só é escalado para os folhetins da novelista. Assim não dá. Até porque o que já é ruim fica quase insuportável!
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Os roteiros de filmes de terror/suspense têm sido quase xerox um do outro. Quando não são remakes de clássicos. A receita de A Chave Mestra, por exemplo, inclui: uma personagem abelhuda, um posto de gasolina quase abandonado, lugares ermos, gente estranha, um casarão escuro, luzes claudicantes, som de moscas e cenas como: "personagem se volta para trás e dá de cara com alguém que a assusta"; "a luz é interrompida num momento crucial da história"; "trovões rasgam o céu e iluminam estátuas" etc. Bem, embora contenha todos os clichês do gênero, A Chave Mestra vale por três motivos: 1. Kate Hudson é uma graça; 2. No desfecho diferente, quem se dá bem são os "vilões"; 3. A história não envolve um psicopata à solta, mas sim magia negra. Que, à sua maneira, às vezes aterroriza muito mais psicologicamente que um assassino à solta e de machado na mão.
Já Amor em Jogo é um fiasco total. Os Irmãos Farrely perderam a mão de vez. Uma cena bacana não é capaz de salvar a comédia. O filme, a título de pequena provocação, só não é pior que Operação Babá.
20:15
Colher de Sopa:
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