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31.10.05
Acho que já disse isso, mas vou repetir: sempre fui o contrário de precoce. Aos 16 anos ainda cultuava Xuxa e dançava Croc-Croc (aliás, Xuxa tem regravado de forma pavorosa seus antigos sucessos). Aos 15, indagado numa prova sobre o que era "ejaculação", respondi candidamente que "era quando o bebê ficava preso na barriga" (!!!!!). Aos 17 vim ver um show da Angélica, tá? E era amigo da Lisandra Souto, queridíssima, com quem me encontrei no aeroporto de Goiânia. Na época usava óculos fundo de garrafa, aparelho nos dentes e sapatos sociais combinando (?) com camiseta floral. Um cão chupando manga, enfim. Que bom que vem o tempo e nos concede uma reviravolta na vida.
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Achei bacana a entrevista do Fagner na Veja de dias atrás. Também estou cansado de artistas politicamente corretos. O que foi Fafá de Belém cantando Parabéns pra Você pro Lula, minha gente? E sendo um pouquinho politicamente incorreto, Fagner diz que nunca se casou. Será que ele é?
18:38
Colher de Sopa:
28.10.05
Sempre há tempo de cada um se redimir, nos lembra Crash. Muito bom.
"Acho que está na hora de eu me esbaldar de novo no Brasil..."
Enquanto isso Tião faz cara de emburrado: "Eu quero sair daqui. Não tô gostando disso não." É dona Glória Perez "cagando" naquela cena ridícula da travessia. Gil Vicente deve estar se revirando no túmulo. A morte em América é risível, aliás, como todo o resto
19:43
Colher de Sopa:
27.10.05
Estou cansado de ver filmes ruins, embora sempre acabe vendo um. Queria ser mais seletivo como Pequiman. Mas sou muito impulsivo. Esse ano mesmo já vi inúmeras porcarias, como O Casamento de Romeu e Julieta, Mais uma Vez Amor, Montado na Bala, o do Alexandre Frota... Mas o que me fez chorar de ódio foi este aqui:
O filme se chama Um Vazio no Coração. A sinopse é louquíssima, já devia ter desconfiado: "Um Vazio no Coração é uma experiência corajosa e chocante filmada na intimidade de um pequeno apartamento onde quatro personagens são mostrados através de atos de degradação psicológica, perversão sexual e isolamento emocional. As coisas em comum emergem entre eles, dando a cada um o sentido de conforto com o presente e algo menor que o medo para o futuro." A parte em itálico foi destacada por mim. Deu pra entender tudo?
Então, acontece que na capa havia a informação de que se tratava de um filme de Lukas Moodysson, o mesmo diretor de Amigas de Colégio, até bacana. Mas me enganei. Não hesito em dizer que Um Vazio... é o PIOR filme que já vi na vida. É assim: um pai grava um filme pornô em casa com dois atores. No quarto ao lado seu filho rebelde e sem mão (!) fica deitado, vestindo preto (símbolo de contestação, até hoje?) e ouvindo uns sons esquisitos. Seu sonho é ser E.T.. Mas o pior é ver a gravação do tal filme pornô. Os personagens surgem ora de roupa, ora totalmente nus, fazem sexo, tentam se matar, conversam, bebem água da privada, desabafam, fazem xixi em copos descartáveis, tudo intercalado com cenas de cirurgias vaginais, tortas na cara, bonecas Barbie tendo as pernas cortadas e simulando sexo, e, numa cena memorável, o ator do filme vomita na boca da atriz (!).
Devo ser muito burro (e sou, por locar essas porcarias). Não entendi bulhufas dessa pretensão pseudo-intelectualizada do cinema, acho, holandês. Será que tudo é pra dizer, da pior maneira, que o homem é estômago e sexo? Nem precisava dizer, mas: fujam com todas as forças.
19:22
Colher de Sopa:
24.10.05
O Hot Park é um paraíso absurdo de caro na Terra. Hesitei em caminhar por entre corpos tão sarados. Mas há muitas gordinhas de camiseta para aplacar minha vergonha. Existe um toboágua coberto ali que é uma loucura. Pensei estar, no trajeto do tubo, atravessando a fronteira entre a vida e a morte. Cheguei ao fim do túnel com um torção na perna. Pobre não sabe nem aproveitar brinquedo chique.
A Noiva-Cadáver é melhor que muito filme com gente de carne-e-osso. Sempre amei Tim Burton. A animação é uma graça. Plano de Vôo é diversão passável. Cheio de furos. Mas também adoro Jodie Foster.
Três dias de viagem e parei de xingar a Deborah Secco e seu papel na novela. Cheguei a mandá-la tomar no c. dia desses. Mas ainda não consigo desligar a TV.
Michael Cunnigham, mais conhecido como o escritor de As Horas, é realmente habilidoso com a escrita. Fica a dica pra quem quiser conhecê-lo melhor: Uma Casa no Fim do Mundo é fantástico. O autor trata do surgimento da Aids nos anos 80, além de nos deixar melancólicos com a amizade de três indivíduos tão diferentes: Jonathan, Clare e Bobby. É para Woodstock que eles resolvem partir quando a vida parece difícil demais. Já encomendei no Submarino Laços de Sangue, dizem, a obra-prima do autor.
Para participar do Festival de Cinema de São Paulo sem estar lá: http://www.br153.blogger.com.br/
19:25
Colher de Sopa:
20.10.05
Dessa vez concordo com a Luana Piovani, como em algumas outras vezes também, vejam só...
Perguntada sobre o que mais a irritava, a moçoila saiu com essa: "Aaaaaaaiiiiiiiii! Eu ODEIO cumprimento de mão mole. Dá vontade de gritar: 'Seu broxa!'". Sinto a mesma vontade e até algo mais, como devolver rispidamente a mão ao dono. Já me disseram que quem cumprimenta molemente, sem um esforço sequer, não é pessoa muito digna de confiança. Não sei isso é verdade. Mas irrita mesmo.
Entre os motivos de irritação elencados no Saia Justa, alguns são mesmo dignos de nota (e de ódio): Esperar o caminhão do lixo passar numa rua estreita; pessoas com ar blasé; pessoas que fazem visita sem avisar; vendedores ambulantes e seus megafones às 8 da manhã de domingo (ou basta o gogó: Olha a pamooooooooooooonha!!!!!!!!!!!!!!); jogar a culpa nos outros de um erro claramente nosso. Não é fácil viver.
E você, se irrita com o quê?
18:42
Colher de Sopa:
17.10.05
Enquanto assistia ao ótimo O Jardineiro Fiel, fiquei pensando nas atrizes que poderiam estar na pele de Tessa Quayle: Nicole Kidman, Kate Winslet, Siena Miller, Luana Piovani... Nenhuma se encaixaria tão bem no papel quanto a ora doce ora incisiva Rachel Weiz. Ela consegue ser convincente tanto no papel de uma combativa defensora dos direitos humanos quanto no de uma amável esposa, em certo momento, brilhantemente apiedada da apatia intríseca do marido. E que cenas lindas de amor entre o casal. A saída da banheira, a toalha que banalmente enxuga a curva entre a bunda e a perna, os olhares trocados... é tudo tão poético, numa história de denúnica e graves erros da indústria farmacêutica. Acho que agora, sim, o Brasil pode se orgulhar de um conterrâneo que sabe fazer cinema, mister Fernando Meirelles. O que só reforça a certeza de que os irmãos Barreto e Sônia Braga são puro engodo que continuam vendendo a idéia de um país sem talento.
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Sobre o ensaio de Luciele Camargo no Paparazzo: detesto mulher com queixo dividido.
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O que vai ser da vida da Claudete de América, hein, minha gente? Ela bem que podia processar a Dona Rede Globo. Mas, vamos combinar, a indiscrição é sagrada para os fofoqueiros. E uma delícia para os olhos de quem lê.
"E pensar que a Luana Piovani poderia estar aqui falando bobagens..."
19:35
Colher de Sopa:
15.10.05
Passagem rápida para um alerta: O Coronel e o Lobisomem é ruim de doer! Não quero ouvir a voz do Diogo Vilela nem do Selton Mello por uns duzentos anos.
Baixei o messenger. Ainda estou conhecendo o sistema. Quero adicionar os amigos!
20:34
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9.10.05
E o Festival Gastronômico da Cidade de Goiás caminha a passos de tartaruga. Poucas pessoas foram prestigiar o evento. Será a falta de show de peso, atrativo-mor de qualquer festividade goiana? O que achei interessante, fora o vazio da cidade, foram os nomes dados a alguns acepipes servidos em restaurantes "chiques", como, por exemplo: "ragu de galinha caipira com salsinhas d'ouvre" (caldo de galinha), "brochete de ensacado suíno de Itapuranga" (espetinho de linguiça) ou o fantástico "creme em três camadas de cabutiá, cará e gorgozola" (uma mistura indigesta e insossa de mandioca e queijo). Por enquanto tem sido isso: batizado sofisticado de guloseimas banais. O que não não passa de enganação. E ainda com preços vultosos.
18:44
Colher de Sopa:
6.10.05
Nip/Tuck é uma das melhores séries sobre estética já produzidas. Os personagens são simpáticos (um canalha, o outro covarde), e o filho de um dos protagonistas é a cara da Bel Kutner. Já não sei se isso é bom.
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Luana Piovani (devidamente paramentada de Elke Maravilha, seu próximo papel no cinema): "Por que essa onda de rico dar nome de pobre pros filhos?"
Márcia Tiburi: "O que é nome de pobre?"
L: "Francisco, Maria, Antônio..." (lembramos que o filho de Angélica se chama Joaquim)
M: "Você não quer dizer nomes antigos? Soa melhor."
L: "Pra mim é nome de pobre."
M: "E o que é nome de rico?"
L: "Não sei, meu amor, eu sei o que é nome de pobre."
18:35
Colher de Sopa:
4.10.05
Dez anos corrigindo redações. Resolvi hoje, e tardiamente, que ano que vem não faço mais isso. Confesso que quase chorei com a quantidade de textos ruins que tive que ler. Ou outro alguém aguentaria ler, por tanto tempo, textos em que se lêem pérolas como: "pirulas" (pílulas), "de antes mãos" (de antemão), "nada haver" (nada a ver, que também é marca de oralidade), "hell confesso" (réu, vejam bem...) ou "concerteza"? Com certeza, estarei ficando menos burro.
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Vi pouquíssimo de Bang Bang (estava corrigindo meus textos). Mas já deu pra perceber que Fernanda Lima está fraquíssima. Aprendeu e não desaprendeu a apenas fazer cara de enfezada. Pontos apenas para a calça justíssima da personagem.
16:40
Colher de Sopa:
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