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26.11.05
Como Goiânia anda carente de estréias no cinema (novidade!, mas por onde andam Flores Partidas, Oliver Twist etc?), resolvi que iria assistir a O Galinho Chicken Little antes de me aventurar pelo castelo de Hogwarts. O filminho é uma bobagem que agrada, quando muito, crianças de 5 anos ou menos. Mas a animação me deixou a impressão de que há sempre algo de gay nessas produções infantis recém-lançadas (lembram da ovelhinha cor-de-rosa que vivia pulando em recente curta?). Vejamos só: o que dizer de um personagem que a-do-ra ouvir as Spice Girls, dançar Staying Alive, que tem toda a coleção de discos da Barbra Streisand, vive dandos gritinhos e ameaça desmaiar, e, a certa altura, canta I Will Survive? Sim, o personagem Raspa do Tacho é do babado. Acho interessante isso de ensinar à criançada que o diferente existe, pode ser um amigão e muito divertido. Se alguns esteréotipos perduram, é porque de certa forma são verdades do mundo gay. Só fiquei intrigado com uma coisa: o personagem tinha que ser... um porco? Preconceito meu?
"Ehrrrr... acho que sou, né?"
13:07
Colher de Sopa:
22.11.05
Hoje, por acaso, encontrei J.. Foi um encontro estranho. Um abraço mal dado, de estranhamento pelos desencontros da vida. Silêncios constrangedores em certos momentos. Hesitação de partida. Repetição de frases. Ensaiamos por breves momentos reatar nossos antigos laços de amizade. Em vão. Também em vão, lembrei-lhe de nossas farras de adolescentes, a freqüência com que íamos a um inferninho gay ali nos fundos das Lojas Americanas. J. corou. Causou-lhe desconforto a lembrança, ficou patente isso no sorriso amarelo. Talvez não coubesse a recordação a uma mulher casada e mãe de um filho que era a esta altura. A conversa descambou para as trivialidades: notícias de parentes e de conhecidos em comum. Depois do suplício do encontro casual nos afastamos. Nos despedimos sem sequer um aperto de mãos. Nem trocamos telefone. E a amizade morreu ali, inexoravelmente, entre tantos passantes de uma rodoviária em ebulição. É Natal.
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Até certo momento Amor para Sempre me lembrou um conto de Charles Baudelaire. Não me recordo seu nome, mas faz parte da coletânea O Spleen de Paris. Determinada cena choca demasiadamente o amante, que se apieda de pedintes na rua em frente a um café parisiense. A mulher se horroriza com a mesma cena, blasfema, insulta os mendigos. Assim, percebi que um fato pode marcar dois indivíduos de forma completamente diferente. E cada um reage à sua particularíssima maneira.
No mesmo filme, a cena do homem afundado no solo foi uma das mais chocantes que já vi. Atrás de mim, um casal de namorados ria a valer.
17:49
Colher de Sopa:
18.11.05
É fácil resumir Cidade Baixa: 99% de palavrão e 1% de disputa de dois amigos por uma mulher, a sobrinha também sem receio de nudez da Sônia Braga. Disputa, diga-se de passagem, super gay. O filme não é maravilhoso como tem louvado a imprensa. Aliás, a imprensa brasileira anda com medo de criticar os filmes nacionais??? Mas também não é ruim, e conta com um desfecho bacana. Num balanço: deixa na boca um gosto de chuchu sem sal.
"Fiz laboratório com a minha tia, sabe?"
Nas Lojas Americanas dá pra comprar, vez ou outra, uns CDs bem bacanas a preços módicos. Já disse que enjoei de Caetano, né? Mas lá havia um CD que há tempos eu procurava por causa de uma música: Vampiro, do Jorge Mautner. Como custava só R$ 9,99, trouxe pra casa.
Por falar em música, o que é Simone destruindo a música de Damien Rice em Belíssima? Sua voz treme no final de alguns acordes. Que meda! Não sei se, ouvindo hoje, gostaria da versão do Kiko Zambiachi para Hey Jude, dos Beatles. Na época, ainda menino do interior, lembro que adorava. Mas com a maturidade vem também um maior senso crítico, né? Ou não.
19:24
Colher de Sopa:
17.11.05
É, a crítica na maioria das vezes é mal humorada. Mergulho Radical não é a última coca-cola do deserto, mas também não é tão ruim assim, considerando-se a premissa: jovens bonitos e sarados descobrem tesouro enterrado no fundo do mar ao lado de um avião carregado de cocaína. Mas as cenas debaixo d'água são de cair o queixo. Sem falar em Jessica Alba (para os marmanjos babões) e Paul Walker. Em alguns momentos, dá-lhe unhas roídas. Mas estou curioso mesmo por Amor para Sempre, indicação de amigo. Mas o horário é mesmo ingrato.
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Vejo Nelson Xavier (forçado) em Belíssima e me lembro que nunca houve um bêbado como Heleninha Roitman.
18:39
Colher de Sopa:
14.11.05
É incrível como Marcas da Violência é bom. Há defeitos, claro, mas é impecável em muitos aspectos. As cenas de sexo são maravilhosamente filmadas. A fantasia de cheer leader da personagem feminina representa bem os americanos. O sexo animal na escada mostra que todos estamos sujeitos aos instintos mais primitivos, e não só Roberto Jefferson. Assim como acontece com o sexo, acontece com a violência. Que animal guardamos dentro de nós? Em que momento ele pode se revelar ou fugir do nosso controle? David Cronenberg entrega, assim, um brilhante filme (Spider é outro; Não vi ExistenZ, alguém aí viu?). Viggo Mortensen está impecável e os sustos que levamos funcionam mesmo como catarse. E, fugindo do comum, o diretor resolve o primeiro conflito já no 2º ato. O que esperar depois? A salvação ou perdição do herói. Só achei exagerado o início, que tenta nos provar com vários exemplos que aquela é uma família feliz, unida e com um pai exemplar. Quase um comercial de margarina, sabe? Mas a análise da violência é fantástica, bem como a possibilidade de se discutir se a genética influi também na formação moral de alguém.
"Vai encarar?"
Acredito que com a sucessão de mortes, Belíssima deve despertar mais interesse. Primeiro a biscate de sotaque carregado (orra, meu!), depois Henri Castelli e Fernanda Montenegro... quem serão as próximas vítimas?
Madonna é puro anos 80 em seu novo CD. É pulsante, mas um pouquinho repetitivo.
19:53
Colher de Sopa:
10.11.05
Quando não há algo a dizer, é melhor ficar em silêncio. Dizer que estou cansado da voz do Caetano Veloso em tudo quanto é trilha musical é uma verdade, embora seja uma bobagem. Às vezes sinto uma dor no peito e enrubesço: escrevo besteiras demais... Nessas horas cretinas, volto e leio Fernando Pessoa. Pra ver se pego no tranco.
19:05
Colher de Sopa:
9.11.05
Leilão virtual
Desta vez ganhei o computador por inteiro no tal concurso de redação. Está à venda baratinho a quem se interessar. E também a 1ª temporada de Jornada nas Estrelas, caixa amarela. Quase de graça.
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Belíssima ainda não disse a que veio. Início de novela é mesmo sacal. Glória Pires parece precisar de mais vitalidade. Deve ser saudade de Goiânia...
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Obrigado, Pequiman.
18:40
Colher de Sopa:
7.11.05
Sessão Trash
Pretendo me regenerar exatamente hoje, quando estreiam inúmeras séries no cabo, além de Belíssima. É que, além da pavorosa América, andava vendo trechinhos de Prova de Amor, da Record. Sim, estou sempre metido em esparrelas. A novelinha é uma imitação bem tosca de todas as novelas da Globo. Os diálogos são repetidos à exaustão (como a atestar a incapacidade do espectador de entender a trama). Vanessa Gerbelli é uma caricatura mal feita de nossa eterna Nazaré, querida no blog. Outros atores estão acima do tom, péssimos, péssimos, como Cláudio Heinrich (que merece o silêncio de agora até o último capítulo), Patrícia França (que só chora, copiosamente) e Jorge Pontual. Mas há de se destacar, como já disse Ricardo Feltrin, o talento da ex-paquita Bianca Rinaldi. O melhor da novela. E nem é uma piada, hein?
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Sexta-feira passada, show de duas horas e meia de Nando Reis. Muito simpático o cantor. Além dos sucessos, incluiu versões de músicas do Wando e do Roupa Nova. Eu e um amigo bloguiano adoramos. Que venham as pedras (rs).
"Quem anda dizendo por aí que eu não tomo banho?!?"
18:26
Colher de Sopa:
3.11.05
O Saia Justa é um programa divertido. Dali saem observações curiosas sobre a vida. E muita bobagem também. Duas mulheres sensatas sentam-se para conversar com duas outras histéricas, poderia ser assim o resumo da ópera. Luana Piovani disse que no episódio Daniela Cicarelli ("Sei roubar muito bem no jogo, como se tivesse nascido em Brasília") a saia-justa maior foi de Jô Soares, que, ao fim do desabafo da moçoila beiçuda, deu-lhe um tapinha nas costas e disse que lugar de lavar roupa suja é em casa. Então por que escutá-la sem interromper?
Nesta passagem, me lembrei de Pequiman:
Betty Lago: "Ai, gente, eu não sou obrigada a receber um jornal às 6 horas da manhã com a foto de um bandido morto, carregado como um leitão para ser assado." (Referência ao traficante Bem-te-vi)
Márcia Tiburi: "Betty, querida, você é exceção, porque a maioria das pessoas goza ao ver a foto de um bandido morto."
Ah, e pequena enquete:
Você é a favor do beijo gay na novela?
19:35
Colher de Sopa:
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