Creolina

     

29.1.06

 
Algo de novo no front?

Matéria recente da Folha de São Paulo chamou minha atenção. Será que corresponde à realidade? Pelo menos goiana?

"Chegou ao fim a era dos gays bombados, depilados, narcisistas e que adoram fazer carão em clubes. Agora é a vez dos new gays, que invadiram a São Paulo Fashion Week, mas também já podem ser vistos nas ruas mais badaladas e nos clubes undergrounds.
Nos corredores do Pavilhão da Bienal, onde se realizou a semana de moda, esse novo tipo de garoto passeava com a barba por fazer, ar despreocupado, byroniano e se opondo à imagem do homossexual dos anos 90, aqueles que não saem de academias, vivem numa eterna egotrip e optaram pelo pragmatismo sexual.
Os new gays estão na faixa entre os 20 e os 30 anos, preferem o rock à música eletrônica e se consideram "meninos que gostam de meninos". Não querem saber de um corpo musculoso e não têm medo de encarar uma paixão. (...)
Com a barba não aparada, o corpo muito magro e uma camiseta antiga de banda, o stylist carioca Antonio Frajado, 23, declara ser um new gay de carteirinha e tênis surrado.
"Eu não tenho nada a ver com essa coisa de anabolizante e creme esfoliante", afirma Frajado. Em vez de de gastar seu dinheiro com cremes, prefere comprar computadores de última geração e iPod, onde ouve Strokes e Radiohead, algumas das bandas preferidas dos new gays, que assumem um gosto pela melancolia. E não aquela alegria histérica de festa, como nos anos 90."

Com vocês, a palavra.
Colher de Sopa:

25.1.06

 
François Truffaut escreveu que Jean Renoir é o maior cineasta do mundo, e mais, o cineasta dos sentimentos pessoais. Não tenho embasamento suficiente para concordar ou discordar. Mas num filme sobre guerra e companheirismo, como A Grande Ilusão, é tocante também uma cena vista pela porta do quarto: a descoberta amorosa, que independe de nacionalidade.

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Recém-lançada, a revista Iguais (com Madonna na capa, of course) se propõe elegantemente GLS. Talvez algo para se contrapor mesmo à escancarada e nada sutil G Magazine, cuja editora é meio mãezona de seus leitores. Mas as matérias da Iguais são tão empolgantes quanto ver o sono de um preguiça. Releve-se a falta de nudez. Os gays não querem só isso (acho). Mas no texto introdutório, a editora já se adianta: "Assumi o compromisso de levar adiante essa revista porque sou muito amiga de fulana". Ou seja, o comprometimento editorial nada tem a ver com a luta por uma causa justa. Da maneira como está, parece fadada ao insucesso. Só o tempo e os leitores dirão.
Colher de Sopa:

20.1.06

 
O duro de criar expectativa é isso: a chance de decepção se torna maior. Foi assim com a cena da morte de Bia Falcão. Será da vendedora de bananas a verdadeira morte?

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Escuridão é um fiasco. Amendontra, e se, apenas no início. Depois vira samba do crioulo doido com suas contantes reviravoltas sem pé nem cabeça. Em compensação, de novo o cinema argentino mostra ao Brasil como contar uma história simples e eficente: O Cachorro, de Carlos Sorín, prova que, sim, a bondade pode resistir às dificuldades. As Loucuras de Dick e Jane é outra boa surpresa.

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O francês As Chaves da Casa ainda não estreou no Brasil. Trata-se da história de um pai que rejeita o filho deficiente mental. Li em algum lugar que temos filhos para nos vingar do mundo: sempre esperamos que eles sejam melhor que a gente. Quando isso não acontece...

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Um minuto de silêncio pela coluna Oooops!



"Ops! Acho que atropelei a Bia Falcão!"
Colher de Sopa:

16.1.06

 
Não, não se trata de um grande filme. O quarteto romântico não convence nem aqui nem na China. Mas tem seus momentos. É interessante como o diretor de Tudo em Família opõe o tradicional e o liberal num ringue doméstico. De um lado, Sarah Jessica Parker, espremida em vestidos conservadores; de outro, toda uma família "branca, liberal e democrata" (algo como a família de Tom Hanks em Filadélfia, sabem?). A certa altura, durante um jantar, a personagem de Sarah Jessica Parker indaga: "Mas é possível que alguém queira ter um filho gay?" Por mais que tente se corrigir, tentando conferir uma dimensão não-preconceituosa à sua fala, a moça se enrola ainda mais. Enfim, ela quer dizer que não aceita o que diz a matriarca Diane Keaton, que afirma que sempre quis ter filhos gays, para mantê-los mais tempo perto de si. Só qua a sincera fala da moça causa uma comoção geral, o pai manda que ela cale a boca, já que o filho surdo-mudo logo ali, na cadeira vizinha, é gay e tem muito orgulho disso.
Aonde quero chegar? No fato de que a fala da atriz é super pertinente. Ora bolas, em sã consciência, acredito que ninguém mesmo escolhe ter um filho gay, ou o cria para que ele seja assim. Basta observar a vida de sofrimento que isso pode acarretar ao rebento. Afinal, não é muito mais fácil neste mundo ainda crescer heterossexual? Acredito que a aceitação é possível (e obrigatória até). Mas não que mães carreguem por aí o desejo confesso de ter um filho que seja homossexual. Acontece que a personagem é atacada de uma forma tão dura, que acabei me solidarizando com ela, enquanto odiava a cara de coitado feita pelo rapazinho gay. Nem seria preciso Diane Keaton dizer a ele: "Você é melhor que qualquer um nesta mesa, certo? Eu te amo". Ora, a impressão que fica é que é necessário passar a mão na cabeça do filho gay a todo momento. O que, de certa forma, significa que ele sempre sofre, e voltamos ao cerne do discurso de Sarah. Acho que o preconceito deve, sim, ser combatido, mas não às custas da crucificação de gays e da negação de frases óbvias. A vitimização do gay já se tornou obsoleta. E enjoativa demais.


"Prazer, meu nome é Carrie Bradshaw..."
Colher de Sopa:

11.1.06

 
O melhor momento do BBB6 (que não conquistou lá muita audiência no primeiro dia e deve padecer mesmo em 2007, como previsto pela Globo): o retorno de Cidoca. Ela apareceu toda pimpona, dançante, exibindo um longo aplique nos cabelos (megahair) e lentes de contato azul. A prova de que dinheiro e bom gosto nem sempre andam juntos.

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A Passagem tem alguns momentos de transição de cena impecáveis. Mas a história, me lembrei, parece a daquele antigo filme com Tim Robbins, Alucinações do Passado. Só não entendi a recorrência dos personagens duplicados.

Pelo que tenho lido/ouvido, Soldado Anônimo é bem chatinho.
Colher de Sopa:

9.1.06

 
Bem, não tive muito tempo para ver televisão nesses dias de férias, mas registro o que achei interessante do pouco que vi:

Belíssima continua ótima. Sílvio de Abreu têm me deixado curioso. Irene Ravache é uma atriz espetacular. Letícia Birkeheur é linda demais! E só.

Torço que Os Amadores entre para a grade de programação da Globo em 2006. O especial de fim de ano é uma das melhores coisas que já vi na televisão atualmente: inventivo, divertido e simples. A despeito do mala do Murilo Benício.

Sobre filmes:

Se Eu Fosse Você é uma repetição de todos os clichês do gênero comédia e que envolve troca de corpos entre personagens. Alguém aí falou do recente Sexta-feira Muito Louca ou do antigo Quero Ser Grande? Mas, vejam só, o filme acerta um pouquinho por causa dos atores principais, especialmente Tony Ramos, impecável em seus trejeitos femininos. O filme ainda tem algumas situações embaraçosas, como a participação "musical" de Patrícia Pillar. No fim, a impressão é de dinheiro jogado fora. Dou a cara a tapa.

Ah, e como vou falar mal do mar, Joss, como? rs



Eu estou maluco ou o cara de azul marinho ao fundo é o Orlando Morais?
Colher de Sopa:

7.1.06

 
Olá para todos!
Bem, com um dia de atraso, cheguei são e salvo à cidade querida e quente. Ai, ai... melhor que Fortaleza onde a mendicância e as buzinadas correm a toda. Os motoristas são impacientes e agressivos. Pequiman não gostaria de ser importunado por pedintes a cada esquina da cidade, que, 15 anos depois de minha primeira visita, continua suja. Aliás, não só Pequiman se irritaria, a quantidade de mendigos é impressionante mesmo. Goiânia e fichinha.
Logo depois passadinha em Jericoacoara, um vilarejo descoberto pelos estrangeiros. Daí o preço proibitivo de tudo. Dizem que foi considerada a 2ª praia mais bonita do Brasil. Juro que não vi isso tudo. O interessante é a fauna de turistas e vendedores por ali: uruguaios, italianos (muitos, muitos, viu, Rody?), franceses, portugueses, israelenses, americanos, belgas, argentinos... Na pequena Jeri raramente se fala português, a não ser com os nativos, acostumados a arrancar um dinheirinho às custas de pequenas trapaças...
Ao fim e ao cabo, tudo valeu a pena. Ver e chacoalhar nas ondas do mar vale qualquer outro infortúnio. Agora é atualizar o cinema. E visitar os blogs amigos. Saudades.

P.S. 1 - Voltei ansioso pela notícia do renascimento de um certo blog.
P.S. 2 - Cripes e encontro!

Colher de Sopa:

Pequenas epifanias

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