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24.2.06
Sou assinante da Folha de São Paulo. Todos os dias, numa notinha que seja ou numa matéria de capa, está lá a funkeira Deize Tigrona. Eu, hein?
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Repórter: O que devo dizer às pessoas sobre você?
David La Chapelle, fotógrafo: Que não sou cínico. Que gosto de mais coisas do que desgosto. E isso é saudável, é assim que deve ser. As pessoas têm medo de não serem cínicas porque de outro modo seriam ingênuas. Mas você não precisa ser um cabeça oca apolítico, ainda pode ter idéias e valores sem ter de julgar todo mundo e tudo o que cruza seu caminho. Mas hoje todo mundo acha bacana ser cínico.
15:23
Colher de Sopa:
23.2.06
Para quem acha que vida de ex-Big Brother é só mamata... De repente vem um programa e vira sua vida do avesso. E quando parece que sua vida vai melhorar... de repente não é nada disso, principalmente se a natureza não for propriamente generosa com sua carinha. Dar entrevistas e autográfos não enche barriga. Que o diga Léa, que tenta a toda custo ganhar as páginas da Sexy ou do Paparazzo. Andou pegando o telefone com Roberta, outra eliminada do programa. Mas vem cá, será que se houvesse interesse, a revista ou o site não ligava primeiro? Dúvidas... Se Zacarias não estivese morto, sugeriria à motogirl que tentasse o golpe da paternidade. Pobre Léa...
"Cacildis!" Ops, bordão errado...
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Gosto de peito, então estava reparando na novela das oito. Só tem despeitada, vejam só: Carolina Ferraz, Camila Pitanga, Paola Oliveira, Sheron Menezes (a gostosinha da Dagmar, minha mulata do coração, para quem sempre torci e nunca fui ouvido), Cláudia Raia, Cláudia Abreu, Maria Flor... O que prova que há mulheres poderosas sem peito também, oras. Enquanto isso, Vera Holtz, fora deste rol, claro, é responsável por diálogos impagáveis ao relembrar as tiradas do pai já falecido. Parece muito natural suas referências e risadas. E pai sempre fala umas coisas...
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Feliz Carnaval para todos! Skindô, skindô! (nunca entendi essa onomatopéia).
17:49
Colher de Sopa:
21.2.06
De algum modo muito estranho a educação (aquela de berço) incomoda nesse Brasil de Meu Deus. E, olha só, pode emperrar a carreira profissional de alguém. Trata-se dos caminhos tortuosos da vida. O problema de ser educado ainda é ser confundido com bonzinho, ou realmente sê-lo. E não dá para ser bonzinho no ensino médio, porque aluno tem que sofrer, tem que ser humilhado, tem que ser punido, tem que ser odiado, tem que ser submetido. Então eu sofro porque sou educado. Às favas com os bons modos (eu já tinha sido avisado).
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Estão lá: o fundo preto com as nomes brancos, em ordem alfabética, dos atores; personagens que saem de uma galeria ou assistem animados a um filme (no caso, Diários de Motocicleta). E só nisso Ponto Final se parece com outros filmes de Woody Allen. O jazz é substituído pela ópera (para marcar o tom de tragédia?); Ao invés das trapalhadas do diretor ou de algum seu alter ego, a seriedade com que um personagem persegue seus objetivos.
O resultado é filme muito bom dirigido por alguém que muito tempo depois consegue se reinventar (Igual a Tudo na Vida é muito ruim!). E não se está falando de qualquer pessoa. Ponto Final é um dos melhores filmes do diretor, e seu final cínico é especialmente delicioso. Talvez por lembrar tanto Crimes e Pecados (um dos meus prediletos de Woody), eu tenha gostado tanto desse aqui. E ainda ouso dizer que a mulher traída no filme não é tão santinha assim, não.
Outro motivo para ver o filme é Scarlet Jonhanson. Ela é uma delícia naquelas calças apertadas, de vestido ou de qualquer jeito. E sua nudez na capa da Vanity Fair valeria todos os cents que, por ventura, eu tivesse no bolso.
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Hoje estou incoerente. Condescendência com os escritos.
19:06
Colher de Sopa:
15.2.06
Algo deve ser feito para mudar o rumo desse BBB. Chega de valorizar apenas a falta de dinheiro dos candidatos. Mariana merece vencer. E para alavancar a audiência titubeante, não faltam referências a sexo, por Bial. E mais essa: gêmeos chatos invadem a casa. Tinham que chamar Djair e Djairo mesmo.
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Flores Partidas é muito bom, muito bom mesmo. Fiquei na dúvida se a personagem da Jessica Lange tinha caso com a secretária... Ah, e acho que está na hora de Bill Murray mudar de papel. Abaixo sua cara de enfado em próximas produções. Desde Três É Demais isso vem acontecendo.
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Para encerrar:
"Com licença, mas este ano é meu."
Luana Piovani, em mais um de seus modestos comentários (coluna PopTevê).
19:26
Colher de Sopa:
11.2.06
Orgulho e Preconceito, com Keira Knightley, prova que Jane Austen é muito melhor no papel que no cinema, embora este filme seja visualmente impecável. Os embates verbais entre os protagonistas eram muito mais vivos no livro. Que nem tem cores.
"Me enforcar ou não me enforcar, eis a questão..."
19:55
Colher de Sopa:
8.2.06
Ando nervoso, ansioso esses dias... alguns de vocês sabem o porquê. Acho que não nasci para falar em público.
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Enquanto assistia a esse filme, por algum motivo, me lembrei de Pequiman e Joss. Um aluno me emprestou e pensei que seria um programa chato. Mas A Festa Nunca Termina: Nos Bastidores do Rock é ótimo. Trata-se de uma espécie de documentário ficcional ou o contrário. Mostra os bastidores (óbvio) da formação de muitas bandas em Manchester, na Inglaterra, a partir do incentivo de Tony Wilson, apresentador de TV e criador do selo Factory. Assim, é possível conhecer um pouco da loucura de Ian Curtis (que depois de assistir a um programa maluco na TV acaba se suicidando, não só por isso, claro...), do significado original do termo Joy Division, da posterior criação do New Order (sim, Pequiman me disse que gosta), do Happy Mondays, do início da beatificação dos DJs, entre outas bandas. Deus aparece em certo momento na tela só para dizer que o Simply Red é uma das piores bandas do últimos tempos e que Michael Hucknel é uma bichona. Interessante também descobrir que no primeiro show dos Sex Pistols, sua platéia era composta de exatas 42 pessoas. Todas, mais tarde, se envolveriam com o mundo musical. O diretor do filme/documentário é Michael Winterbottom, de 9 Canções e Código 46.
Para quem não entende bulhufas de música, até que aprendi um bocado.
19:44
Colher de Sopa:
4.2.06
Como estão falando demais de Brokenback Mountain, e não tenho nada a acrescentar, a não ser o fato de que é um belo filme, com belas interpretações femininas também (Anna Faris, de Todo Mundo em Pânico, faz uma curta aparição impagável como uma mulher que "fala pelos cotovelos") e um pouco longo demais, vou seguir outra trilha, que leva a uma cratera de meteorito em algum lugar da Austrália.
À primeira vista Wolf Creek engana: ah, sim, mais um filme envolvendo adolescentes que são vítimas de um assassino mostruoso em algum canto obscuro do mundo. Mas o filme é muito mais. É perfeito em sua intenção: causar uma angústia que beira o insuportável e nos fazer torcer desesperadamente (coisa rara hoje em dia) pelos "heróis" da história. Há muito não torcia/ me contorcia por um personagem, sugerindo mentalmente que ele se valesse de alguma artimanha ou xingando-o de estúpido por essa ou aquela reação. No mínimo, Wolf Creek conseguiu mobilizar meus instintos de sobrevivência. O que fazer se no lugar de um dos jovens fosse eu ali?
O bom do longa também é que não se sustenta em sustos fáceis. Ao contrário, só depois de 40 minutos de projeção é que algo realmente acontece. Esqueça a cartilha do terror teen: gritos histéricos, um gato que mia em algum lugar, a presença inesperada de alguém no vidro lateral do carro etc... nada disso acontece. Por isso mesmo, despido de maneirismos, o filme acaba se tornando autêntico. Assim, muito mais assustador. O "Crocodilo Dundee" assassino merece entrar para a galeria de monstros modernos do cinema. Com camisa xadrez vermelha, risadinha sádica e tudo.
Wolf Creek: bonança, antes da tempestade
14:08
Colher de Sopa:
1.2.06
Sei que é maldade, mas não resisti. O título dessa matéria abaixo bem poderia ser Tristeza do Jeca:
"A dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano, inspiradora do longa-metragem 2 Filhos de Francisco, de Breno Silveira, divulgou nota anunciando "tristeza" por conta da não-indicação na categoria melhor filme estrangeiro."
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Estou ansioso pela volta de Glória Pires. Mais: para vê-la dando umas porradas na filha da ficção. Nesse dia não saio de casa, hein?
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Munique é confuso, mas eficiente. O espelhamento é muito bacana. Árabes e judeus se igualam em suas posições e defesas. Golda Meir, vejam só, ganhou o prêmio Nobel da Paz. Spielberg é acusado pela crítica da Veja de não ter ponto de vista. Desde quando deixar de tomar posicionamento sobre alguma coisa é defeito? Isabela Boscov acha que Spielberg tinha que defender os israelenses por ele ser judeu? "Vai pra peida", como diz um amigo querido.
Fujam com todas as forças de Dizem por Aí.... Jennifer Aniston é uma... erh... gracinha, mas não segura o filme. Pequiman já definiu muito bem a "beleza" de Aniston. O que nos leva de volta ao primeiro texto.
"Se eu fosse você escolhia melhor as músicas da Wanessa Camargo..."
18:27
Colher de Sopa:
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