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28.5.06
Em recente passagem por Goiânia, o crítico de cinema Sergio Rizzo falou sobre a "descontinuidade" (leia-se fim) de seu programa no TV Uol. Recebeu convite do Yahoo para criar um blog sobre a Copa do Mundo, direto da Alemanha. Para isso, ainda irá ganhar algumas lembrancinhas (carro, lap top etc...). Simples assim. Mas não dizem que tem gente que nasce virado pra lua?
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Luana Piovani disse ter adorado O Código Da Vinci. É porque adora histórias bíblicas. As mesmas que eram contadas para ela pegar no sono. Isso é que é aproveitamento de contéudo.
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Aparece apenas nas chamadas de Carga Pesada, mas já me causa medo a nova dentadura do Stênio Garcia.
12:05
Colher de Sopa:
24.5.06
"Não é por nada que na América podemos ouvir da boca dos produtores cínicos que seus filmes devem dar conta do nível intelectual de uma criança de onze anos. Fazendo isso, eles se sentem sempre mais incitados a fazer de um adulto uma criança de onze anos." Theodor W. Adorno
Spielberg por muito tempo (e ainda?) seguiu essa linha de raciocínio/produção; por isso talvez seja o pai da infantilização do cinema. Pequiman vai vibrar com os textos que entregarei a ele. É mais bala contra os filmes ruins... rs
18:28
Colher de Sopa:
23.5.06
O tempo passa e a Globo, ao fazer propaganda de um filme, continua colocando como chamariz o anúncio de que tal ator/atriz faz parte da produção. O curioso é que a referência é exclusiva aos astros dos anos 80. Se a garotada é que assiste à Sessão da Tarde, ora bolas, ela não sabe quem é Chevy Chase ou John Goodman. E nas chamadas de filmes recentes, nada de usar nomes conhecidos e contemporâneos, tipo Hugh Jackman (que morreu de amores por Sabrina Sato, no México) ou Renée Zelwegger. As propagandas de filmes na Globo estacionaram no tempo. Aliás, a escolha dos filmes também. Por isso Record e SBT abocanham e exibem as grandes produções do cinema. Cinema, talvez, esteja fora de moda para a Rede Globo.
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Lost é bacana, quando não dá uma enrolada. Não sei se alguém notou, mas quando a nuvem de fumaça negra se posta na frente do personagem Eko, aparecem inúmeras fotos dele, em diversas situações. Como se o rolo negro radiografasse o passado do homem. Mais um mistério a ser dissolvido.
18:46
Colher de Sopa:
20.5.06
É interessante perceber em Paradise Now como um homem-bomba não é muito diferente de qualquer um de nós, com suas vicissitudes e dúvidas. O filme palestino é um contraponto perfeito a Munique, dirigido por Spielberg, um judeu. Ambos tentam seguir o caminho da neutralidade política, e, da mesma maneira, condenando o irracional e violento conflito travado há séculos entre árabes e israelenses. Mas a certa altura, Hany Abu-Assad, de Paradise Now, deixa entrever a pujança econômica de Tel Aviv, com prédios grandiosos que exibem, por exemplo, propagandas de celular. Assim, mostra um Estado de Israel vendido ao capitalismo, em detrimento da pobreza das ruas de um bairro palestino. Nesse momento, não deixa de tomar partido de seu povo. O vilão, enfim, tem a cara do Tio Sam.
Barbeados e vestidos à mesma maneira:
os homens-bomba são todos iguais?
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Falta algo a Minha Nada Mole Vida. Talvez uma atriz de peso que rivalize à altura com o talento de Luis Fernando Guimarães, impagável com suas caras e bocas. Saudades de Vani.
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Como já disse, gosto muito de Dira Paes... rs Mas infeliz a escolha da atriz para fazer propaganda da Caixa Econômica Federal. A qualquer momento temo que, como sua personagem televisiva, ela diga alguma besteira e grite: "Ah, Nete!".
12:32
Colher de Sopa:
15.5.06
Terapia do Amor funciona até seus 50 minutos. Depois vira mais uma bobagem pasteurizada de Hollywood. Os melhores momentos opõem as confissões despudoradas da mocinha Uma Thurman e o autocontrole forçado da terapeuta Meryl Streep, que tenta agir normalmente diante de revelações de ordem sexual sobre seu filho. Meryl Streep, com seus trejeitos, é o melhor do filme. Repete, sim, seus papéis, mas, mais uma vez (há controvérsias, não, Joss? rs), de maneira brilhante. Depois dos 50 minutos, o filme tenta se estender, alcançar mais meia horinha, tamanho normal de um filme industrial. As cenas de ciúme são descartáveis. Não combinam com a personagem feminina. A mudança de comportamento do porteiro não se justifica. Nos poucos minutos finais o filme alcança um pouco mais de fôlego, ao fazer concessões ao desfecho padrão dessas histórias de amor americanas. Mas esses minutos não são suficientes para nos fazer esquecer que o filme é facilmente esquecível.
"Meu Deus, e eu que achava que era uma unanimidade como atriz!"
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Não é fácil estudar depois de um longo jejum intelectual. Ainda mais quando as aulas acontecem sexta-feira à noite, substituindo uma boa dose de caipirinha, e sábado pela manhã, quando, em tese, se poderia dormir um pouco mais. Não ajuda o fato de a matéria ser "o cinema como prática social". Mas Theodor W. Adorno sempre vale a pena o esforço. Numa sábia decisão, a professora, também do curso de Artes Cênicas da Federal, reserva alguns minutos da aula pra falar de amenidades, para espantar o sono:
"Bang Bang foi um achado subaproveitado pela Globo. Só não era melhor que Bebê a Bordo. Muita coragem romper com o modelo tradicional de narrativa, gente!"
"Glória Pires está pés-si-ma na novela. Aquela mulher não sabe onde pôr as mãos, meu Deus!"
"Cláudia Abreu já foi atriz. Mas hoje é outra que não sabe onde pôr as mãos. Enquadramento de televisão é pavoroso, gente! Como só se grava da cintura pra cima, ator de televisão não trabalha o gestual corporal."
"Olha, gente, dá licença que eu vou embora, tô cansada de tanto falar." Nessa hora, ela acende um cigarro e sai caminhando, com todos já bem despertos, como é comum acontecer nessas horas.
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Só ontem fiquei sabendo da morte do senhor Agenor Cançado, estimado ex-chefe, presidente do Sinpro. Às vezes esqueço e lembro de novo, e sinto um sobressalto incômodo.
18:34
Colher de Sopa:
12.5.06
Provocações
Afora a cabeleira alisada de Tom Hanks, O Código Da Vinci é uma das boas promessas do ano. Gosto de Audrey Tatou e sua adorável Amélie Poulain. Mas os olhos da atriz parecem de louca no cartaz do filme.
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Sendo Mônica (Camila Pitanga) a verdadeira filha de Bia Falcão, em Belíssima, caem por terra todas as suposições feitas aqui.
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O convite é irresístivel para meus leitores: Hoje, às 20 horas, no Bar do Léo, no Centro, lançamento e exibição do curta É da Raiz, de Ângelo Lima, meu amigo. (rs) Em tempo, para quem gostou da história de Seu Ico (in memorian), É da Raiz é um prato cheio. De raízes medicinais.
17:48
Colher de Sopa:
7.5.06
Palavras de Chico Buarque:
"Hoje eu voto no Lula. Vou votar no Alckmin? Não vou. Acredito que, apesar de a economia estar atada como está, ainda há uma margem para investir no social que o Lula tem mais condições de atender."
"Não tenho maior simpatia por José Dirceu (...), mas eu respeito uma pessoa que num determinado momento entregou a sua vida, jogou tudo o que tinha em nome de uma causa, do país."
(Entrevista à Folha de São Paulo, último exemplar de minha caduca assinatura)
Enfim, me lembrei, depois das palavras do cantor, de algumas sábias palavras de Pequiman sobre ele.
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Missão Impossível 3 é um dos melhores filmes da temporada: ação frenética, personagens com um mínimo de dimensão, um vilão consistente e, claro, Tom Cruise no papel de herói. Sem falar no diretor acima de qualquer suspeita. J. J. Abhrams é um achado também na tela grande.
Próxima missão: paternidade
21:24
Colher de Sopa:
2.5.06
Ando sumido pela falta absoluta do que dizer.
Nos cinemas, vi o mediano 16 Quadras, que quer nos lembrar que Bruce Willis, antes de tudo, deve ser visto como um ator, não um galã, daí a caracterização: Willis manca, tem aparência de cansado, é um homem triste e alquebrado. Mas esse expediente dura somente até a penúltima cena. É que na última aparece um Willis de cara limpa, sorridente, dez anos mais novo. Como se a última imagem é que ficasse retida em nossa memória. Saimos dizendo: "ele está bem, aquele ator".
Em tempo, pago bem pelo filme em que Bruce Willis é flagrado com o dito-cujo de fora. Pronto, falei.
Instinto Selvagem 2 é ridículo. Tudo soa falso ali, até a iluminação apropriada para esconder as marcas no rosto de Sharon Stone. Está certo, ela é linda, linda, mas ainda não virou estátua. Mas sabe que torço pela redenção de Stone? Ela tem muito mais a oferecer que muita garotinha hollywoodiana por aí...
Como vêem, continuo sem ter o que dizer...
18:53
Colher de Sopa:
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