Creolina

     

26.7.06

 
Alta Tensão é o primeiro filme de Alexandre Aja. O segundo, Viagem Maldita, ainda está por estrear no Brasil e conta com a produção de Wes Craven. O famoso diretor de filmes de horror decidiu passar o bastão para Aja na refilmagem de Quadrilha dos Sádicos, clássico dos anos 70. Bem, enquanto Viagem Maldita não aporta por aqui é bom programa ver Alta Tensão. Claro, há alguns clichês (o balanço abandonado, a imagem de alguém que surge no espelho do armário do banheiro quando este é fechado etc). Mas o filme provoca um incômodo como os melhores filmes de horror do gênero, e ainda deixa inúmeras pulgas a serem catadas detrás da orelha ao final da projeção. Na história, duas amigas vão passear na casa de campo da família de uma delas. Por ali, aparece um assassino sádico que resolve exterminar todos: papai, mamãe e o irmãozinho de 7 anos. O homem causa medo como aquele de Wolf Creek, mas não pestaneja, mata com uma objetividade ímpar. É cruel até o último fio de cabelo. E como os filmes de horror trazem sempre um cunho sexual, neste não é diferente, fato observável no amor lésbico da amiga pela dona da casa. À tensão sexual juntam-se cenas realmente exasperantes de desespero e violência que culminam no final catártico e numa reviravolta que até agora não sei se possível. De qualquer forma, é filme para ver e roer até as unhas dos pés.

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Andreya Vieria resolveu radicalizar. Primeiro, diz que quer ser conhecida apenas como Andreya. Pintou os cabelos de preto e fez alguns frisos pavorosos. Agora é uma menina má. Pelo menos é o que se deduz da curta entrevista que deu à revista Um (Universo Masculino) desse mês. De quebra, encena poses sensuais, com os seios quase à mostra. Engraçado o que se faz pela fama. Tão meiga e comportada que era...

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Na falta de um enredo que realmente surpreenda (até a abertura lembra a de outro folhetim do mesmo autor), Manoel Carlos tem se dedicado a ser menos politicamente correto na nova das 8. Depois de tanto tempo e o cigarro é reabilitado em cena. Em Páginas da Vida, há pelo menos 4 fumantes. Mas não há novela que resista aos diálogos sofríveis entre Regina Duarte e Elisa Lucinda ou à interpretação teatral demais de Ana Paula Arósio. Numa novela com tão pouco a dizer, até uma atriz fraquinha como Fernanda Vasconcelos vende-se como a última Coca-cola do deserto. Espera-se que as loucuras de Sandra (Daniele Winits) tomem fôlego de uma vez.

Colher de Sopa:

16.7.06

 
Eu bem que avisei que colocar Kate Bosworth no papel de Lois Lane em Superman - O Retorno não ia dar certo. Aliás, como muita coisa no filme não deu. As poucas cenas de ação, por exemplo, não nos deixam esquecer que estamos diante mais de um melodama do que propriamente de uma aventura envolvendo o Super-Homem. Além disso, o ator Brandon Routh é pouquíssimo talentoso para delinear bem as nuances de um personagem tão complexo. Em muitas cenas, chega a entrar mudo e sair calado. Bem, e se se trata de um melodrama, espera-se, no mínimo, que haja química entre o casal central. Não é o que acontece, já que Lois parece ter pena de Clark Kent, trata-o aborrecidamente como um mero conhecido (e não como um amigo, como no filme de outrora) e já está casada com o bom moço vivido por James Marsden (que morreu precipitadamente em X-Men 3 para defender esse papel). O filhinho do Super-Homem é outro item dispensável no renascimento da franquia. O que esperar agora, que venham as aventuras do Super-Menino? O garoto ainda é responsável por uma das falas mais pobres do longa: "Eu gosto da de cabelos enrolados", numa referência a uma das inúmeras perucas de Lex Luthor (um desperdício do ator Kevin Spacey), indicando a armadilha em que Lois Lane acabara de cair. Dificilmente uma continuação pode dar lugar a algo que preste depois deste serviço mal feito de Bryan Singer. Talvez fosse melhor ele continuar tratando do preconceito envolvendo os X-Men. Disso o diretor entende bem.

Curiosidade: Kate Bosworth recebeu a notícia de que iria viver Lois Lane quando estava no aeroporto, embarcando para suas férias no Brasil (Itacaré-BA), com o então namorado, Orlando Bloom, e Charlize Theron.


Planeta Krypton? Não, os chifres de Richard (James Marsden)
Colher de Sopa:

14.7.06

 
Bem, falei que não ia viajar, mas acabei viajando. Tudo por conta de centenas de exames que tenho que fazer para poder assumir (ops!) no Estado. Pelo menos descobri que não tenho doença de Chagas. Para quem passar por aqui, um aviso: você será convidado para meu aniversário no próximo dia 28. Aguarde telefonema. No mais, curtir as curtas férias.

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Páginas da Vida é mais do mesmo. Um pouco piorado. Ter que assistir à cerimônia de casamento de Ana Paula Arósio e Edson Celulari deu sono. Não gosto de cerimônia de casamento nem ao vivo. A nudez para alavancar a audiência da novela está lá. Arósio já pagou peitinhos. Alguém duvida que a servidora-mor da nudez global, Danielle Winits, ainda vai aparecer muitas outras vezes de calcinha? Ela tem o nariz torto. Como um amigo, também adoro Regina Duarte. Mas que ela sofra menos nessa novela. Thiago Rodrigues é muito fraquinho como ator. Arósio parece declamar cada fala. O goiano Paulo Vespúcio faz um gay afetado. Apenas na primeira fase, graças. José Mayer como galã. Ainda? A família de Tarcísio Meira e Glória Menezes é um samba da genética maluca: Natália do Vale irmã da Ana Botafogo, que é irmã de Tato Gabus Mendes, que é irmão do Thiago Lacerda... conta outra. O melhor até agora tem sido a vilã de Lilia Cabral que, por acaso, lembra alguém que conheço desde que nasci...
Colher de Sopa:

8.7.06

 
Entre tantas possibilidades, Sílvio de Abreu resolveu apostar no óbvio. Bem, tanto suspense e chegamos a mais um desfecho decepcionante de novela. Abaixo, algumas notinhas sobre ela:

1. A melhor fala
Diante da pergunta do delegado para Bia Falcão: "Quem é Valdete Pereira?"
Resposta: "Valdete Pereira... Que nome vulgar... Que nome vulgar, Meu Deus..."

2. Estamos livres
Do sotaque grego de Tony Ramos
Da voz em falsete e irritante de Nelson Xavier
Das caras e bocas do Jamanta

3. Constrangimento
Medeiros partindo para cima de Ivete, com intenções sexuais
Júlia tentando convencer que ama Nikos

4. Boas surpresas
Gianecchini como Pascoal
Vera Holtz como Ornela
As vedetes ressuscitadas
Fernanda Montenegro fazendo qualquer coisa, até beijando o galã da novela

5. Melhor sátira
No último Casseta e Planeta. Diante da indagação: "Quem é o filho de Bia Falcão?", surge Fernanda Torres para desfazer qualquer dúvida.

6. Melhor cor de esmalte
De Carolina Dieckmann, em.. ops, errei de novela. Talvez porque uma pareça cópia da outra.

E vamos a Regina da Glór...ops, Duarte.
Colher de Sopa:

5.7.06

 
Quando o porteiro pediu que eu descesse, imaginei que fosse para pegar mais uma conta. Mas não, havia acabado de chegar um livro, enviado por alguém de São Paulo. Fiquei surpreso porque pouco se faz de graça para alguém hoje em dia, ainda mais a um desconhecido. O livro: Depois de Abril, do escitor Suênio Campos de Lucena, também organizador dos últimos livros de Lygia Fagundes Telles, como Depois Daquele Estranho Chá e Meus Contos Preferidos. A escritora mostrou a Suênio uma carta minha, escrita lá em 2004, e pediu que ele me enviasse o livro, já que tinha muito da obra dela ali. Em resumo é isso: ganhei um livro indicado pela minha autora preferida.
Ano passado, escrevi um longo post falando de meu encontro com Lygia no Castro´s Hotel. Durante 20 minutos conversamos sobre tanta coisa: os contos preferidos, os esquecidos, novos projetos, a lua em Goiânia, as flores da cidade, e até sobre... Gisele Bündchen. O que era admiração tornou-se amor. Amor e gratidão, por Lygia ter me feito compreender melhor o mundo desde os 15 anos, quando li pela primeira vez Venha Ver o Pôr-do-sol. Daí se seguiram muitos outros contos e romances também.
Através de Suênio, com quem agora mantenho contato, descobri que o filho de Lygia, Goffredo Telles Neto, cineasta, filho do jurista Goffredo Telles Júnior, enteado de Paulo Emílio Salles Gomes, morreu há três meses. Gostaria muito de estar perto de Lygia. Para poder lhe agradecer pelas histórias, pela lembrança de me enviar um livro e para tentar entender a aspereza da vida que leva um filho antes da mãe.
Colher de Sopa:

1.7.06

 
Separados pelo Casamento surpreende: Jennifer Aniston em quase nada lembra a indefectível Rachel. Prova do amadurecimento da atriz. Vince Vaugh é mais do mesmo. O rótulo "comédia romântica" só serve para tornar mais vendável o produto. O buraco é mais embaixo: há pouco de romântico ali. Desfecho sem concessões. A realidade é cruel. A melhor coisas nos cinemas no momento.

Cenas de um casamento

"Ops, saiu sem querer..."

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Querida Wendy: em cada cena, é possível lembrar de Lars Von Trier, responsável pelo roteiro. Aqui, quem dirige é o também partícipe do movimento-oco Dogma 95, Thomas Vinterberg. Na história, jovens, para serem aceitos na comunidade de que fazem parte, passam a carregar armas sob as roupas. A garantia de sua autoconfiança são as armas carinhosamente nomeadas, entre elas, Wendy. Essa relação promete não acabar bem. Não se preocupe: há uma cena catártica aqui também, bem ao estilo Von Trier. A melhor coisa nas locadoras no momento.
Colher de Sopa:

Pequenas epifanias

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