Creolina

     

21.8.06

 
O cansaço

Ando sumido por uma simples e estafante razão: muito trabalho. Vontade é grande de sair com os amigos, mas o cansaço toma todo o meu corpo durante os fins de semana, quando ainda me aventuro em duas especializações. Acredito, não dura muito, e me acostumo com o novo ritmo.
No dia 25 de setembro aparecerá no Jornal Nacional o colégio público onde trabalho. No dia da gravação da matéria, as professoras companheiras de trabalho estavam todas ouriçadas, correram ao banheiro para se maquiar, diante da notícia (infundada) de que Pedro Bial é que gravaria por ali. Não foi ele, mas um repórter daqui mesmo, Fábio Castro. Ainda assim, ouviam-se suspiros pelos cantos. Inclusive da coordenadora pedagógica, verdadeira gata quarentona no cio.

A reportagem

O colégio onde trabalho é referência em Goiás, pela qualidade do ensino e pelos equipamentos de última geração que possui: laboratório de ciências, de matemática e ampla sala com 20 e poucos computadores. Os alunos pouco freqüentam as salas, que só no dia da matéria estavam todas abertas. Perfumada, a diretora que pouco aparece por lá conclamou os alunos da 8ª série a se comportarem direitinho. E vão aparecer assim, na TV, radiantemente orgulhosos de estudarem ali e, pasmem, todos bem comportados. Até a próxima visita da TV, claro, porque na maioria são uns diabos do inferno com mínimas noções de comportamento. Na 6ª série já é possível perceber marginais em potencial: respondem aos professores, batem a porta, batem nos colegas, xingam de "preta suja" a colega do lado, cometem arrastões... Por isso me calo, me desvio de conflitos, lembro do meu carro logo ali na porta.
E sem muito orgulho de mim mesmo confesso que assim caminha a educação no Brasil... Um bom batom, perfume e rímel, e ela se maquia como professora apaixonada.

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Por isso tudo, pouco tempo ando tendo para a TV ou cinema. No cinema, cometi o equívoco, entre tantos, de ver A Casa do Lago, filme confuso, inverossímil (não pela história, mas pela quantidade de furos) e boboca. A impressão que tive é que Keanu Reeves fez o filme pra ajudar a amiga Sandra Bullock a reencontrar o sucesso. Mas não foi desta vez, Miss Congeniality... :( Na novela das 8, não suporto ouvir o tema de Vivianne Pasmanter. Aquilo parece música evangélica, gente! Os recadinhos de Joss e sua obsessão por Elisa Lucinda são um alívio divertido nos finais de noite.
Colher de Sopa:

3.8.06

 
E para apimentar também a audiência, o Saia Justa, já com as novas integrantes, falou mais de sexo. Curiosas duas histórias contadas ali. Numa delas, Maitê Proença disse ter um amigo bem casado, pai de três filhos que se declarou recentemente apaixonado por travestis. Sente uma atração irresístivel e, se antes gostava de se oferecer para elas, hoje gosta de "cobri-las". Ana Carolina, a cantora, defendeu o rapaz. Márcia Tiburi achou o cúmulo, sugerindo que ele deveria abrir o jogo para a esposa. A questão: é possível amar incondicionalmente a família e sair pelas ruas de São Paulo arrastando travestis para motéis baratos? Espinhosamente, creio que sim. E acontece com muito mais freqüência do que se imagina. Ana Carolina contou outra: uma amiga estava decidida a se separar do marido que insistia em fazer cross dress, ou seja, se vestir de mulher, mesmo sendo heterossexual convicto. Na cidade de Goiás há um desses. É um homem casadíssimo que se maquia, veste roupas femininas e vai para a janela jogar charme para as mocinhas que passam por ali. Por quanto tempo será possível para uma mulher suportar chegar em casa e encontrar seu marido vestindo sua calcinha? Ah, o sexo e suas várias facetas...

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Viagem Maldita até poderia ser um bom filme, mas tem poucos momentos exasperantes, que é o que deveria importar. Há cenas bacanas, mas quando o vilão cabeçudo explica seus planos/origens ao mocinho, o diretor Alexandre Aja entrega ao espectador um dos clichês mais aborrecidos do cinema.
Colher de Sopa:

Pequenas epifanias

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