Creolina

     

19.9.06

 
Todo mundo já sabe: entendo pouquíssimo de música e invejo positivamente aqueles que são capazes de distinguir estilos e explicar porque, por exemplo, Franz Ferdinand é bacana. Vou, então, fazer uma pequena lista com (algumas) músicas de que gosto, para que assim meus leitores entendidos possam dizer que tipo de ouvinte eu sou. A numeração não está em ordem de preferência.

1. My Way, Frank Sinatra
2. Moon River, Henry Mancini
3. Californication, Red Hot Chili Peppers
4. Outra Vez, Roberto Carlos (não cantada por ele, por favor)
5. Mercedez Benz, Janis Joplin
6. Cajuína, Caetano Veloso
7. Linger, Cranberries
8. Dancing Queen, Abba
9. Can´t take my eyes off of you, Frank Valli
11. Rain e Frozen, Madonna
10. Hasta Mañana, (me recuso a dizer o nome da banda, por vergonha... rs mas não é Abba de novo!)

Alguém me disse uma vez: ser eclético é ser um pouco burro. Em termos musicais, então, assumo minha burrice. Agora podem meter o pau (ops!) kkkkkkkkkkkkkkkkk
Colher de Sopa:

4.9.06

 
E a gente vai vivendo e, de repente, assim como um estalo, as coisas acontecem. Por causa de uma elogiada peça publicitária da fantástica Iltda, pude conhecer Buenos Aires, numa viagem que prova que no inesperado se escondem as melhores surpresas. A cidade é linda, com seus monumentos pomposos, as danças de tango pelas ruas, os pedintes de rosto vermelho de frio, os cafés saborosos, o "caminito" de bares coloridos e a cerveja Quilmes. Muita coisa emociona na cidade, entre elas as velhinhas que andam desacompanhadas pelas ruas ou os velhotes que insistem um ar jovial enquanto dançam tango com suas parceiras duzentos anos mais jovens. Num insight, não sei nome melhor, entendi porque o cinema argentino é melhor que esse da pátria sem chuteiras. A vida pulsa ali, de uma maneira muito especial. Claro, trata-se de uma visão romântica, e alienada, de um visitante que partiria três dias depois da chegada.

***

Talvez a expectativa tenha embaçado meus sentidos, mas A Dama da Água é decepcionante. Tá, é bacana a idéia de mostrar que a leitura e as histórias míticas têm papel fundamental na formação do homem, esse que partiu para a realidade crua das guerras, mas a enrolação de linguiça supera qualquer tentativa de análise condescendente do filme. Por que diabos a japonesa não conta logo a porra da história toda para Cleveland Heep? Mais objetividade e o filme seria mais interessante. Do jeito que é exibido, cansa e não chega a lugar algum. Que M. Night Shyamalan reinvente a roda. Ou pare de transformar em filme suas cantigas de ninar.


Ah, se o filme fosse tão bom quanto o cartaz...
Colher de Sopa:

Pequenas epifanias

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