home | archives

28.3.07

Aos detratores do jornal, uma notícia. Acabo de assinar novamente a Folha de São Paulo. Melhor jornal não há, por causa da Folha Equilíbrio, de Moacir Scliar e Contardo Calligaris, entre outros. Lembrando que as opções goianas são sofríveis.

***

Scoop e Número 23 são filmes terrivelmente ruins. Scarlet Jonhanson está incrivelmente constrangedora como alter-ego de Woody Allen. Hugh Jackman, perdido. E como acreditar num filme que força sistematicamente a referência ao número 23 como coisa do diabo? Um famoso psicopata nasceu em 23 de janeiro. Piff! Quantos outros não nasceram em dias diferentes??!!

19:12.: Colher de Sopa:


9.3.07

Vi num filme de Woody Allen, não me lembro qual, uma discussão que, se não é original, sempre me chamou a atenção: se você pudesse salvar de um incêndio o último livro do mundo ou um ser humano, apenas um dos dois, qual deles você salvaria?
Diante da efemeridade humana ou da eternidade proporcionada por uma obra de arte, qual a melhor escolha a fazer? Esse pensamento voltou à tona depois que vi Mais Estranho que a Ficção, um filme muito bacana, a despeito de seu desfecho meio decepcionante. Hollywood ainda precisa de mais coragem, é isso.
Harold Crick (Will Ferrel, adoro, adoro!) é um homem comum que descobre que é um personagem de uma ficção escrita por Karin Eiffel (Emma Thompson, adoro, adoro!). Além disso, descobre que uma das obsessões da autora é matar seus personagens, fato constante em toda sua obra. A partir daí, num exercício de metalinguagem e com a ajuda do especialista em literatura vivido por Dustin Hoffman, Crick tentará mudar o rumo de sua situação, mas...
Mas volta a discussão: vale a pena preservar uma vida em detrimento de uma obra poética que, eternamente, embalará os sonhos de milhares de leitores? Está certo deixar viver alguém para se produzir mais um livro medíocre? Essas e outras questões são abertas pelo filme, que, a certa altura, ainda afirma que os "heróis morrem, mas a história fica".
O que fica também é uma história instigante, que leva a uma reflexão, algo incomum para uma comédia, pelo menos como tem sido vendida comercialmente, por causa de Ferrel (ah, Hollywood!).
E se você tivesse a chance de salvar o último livro do mundo ou uma pessoa, o que você faria? Nesses tempos individualistas de hoje, já imagino a resposta.

***

Por esse último motivo também que o aquecimento global vai nos matar. Se depender de cada indivíduo deixar seu carro para diminuir o nível de poluição no mundo, as torneiras da pia continuarão abertas...


"Esse ônibus passa por algum escritor otimista?"

***

Sim, Fábio Assunção é muito bonito, mas me parece um tanto quanto envelhecido na novela. Será excesso de farra?
Não poderia deixar de destacar a camisetinha branca e molhada de Alessandra Negrini nos primeiros capítulos. Que peitinhos...
A novela já tem dono: Camila Pitanga. E acredito em Yoná Magalhães. Tenho até a Playboy dela.

19:29.: Colher de Sopa: